Política

ELEIÇÕES 2024

Rose Modesto quer ampliar horário de saída das Emeis para as 19 horas

A candidata a prefeita de Campo Grande pelo União Brasil pretende facilitar a vida dos pais com filhos nas creches

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Na sabatina promovida pela Rádio CBN Campo Grande e pelo jornal Correio do Estado, na manhã de ontem, a candidata a prefeita da Capital pelo União Brasil, ex-deputada federal Rose Modesto, revelou que pretende ampliar para as 19 horas o horário de saída das crianças das Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis).

“Essa questão de a criança ficar até às 16 horas atualmente nas Emeis é um problema grave para os pais e para ela. Aquela coisa de a mãe pedir para outra pessoa pegar o filho porque só vai chegar às 18 horas na creche. Isso é um problema porque a mãe, às vezes, não tem condições de sair do emprego para ir buscar o filho e pede para alguém ir pegar a criança.

Quando esse alguém é do bem, é decente, é bom caráter, é de boa índole, está tudo certo, mas, o índice de crianças que infelizmente são abusadas exatamente nesse momento, não para de aumentar”, alertou.

Por isso, a candidata explicou que pretende aumentar o número de auxiliares que atendem a Educação Infantil para poder ampliar o horário da saída das crianças das Emeis.

“Quero colocar um horário depois das 16 horas para dar tempo de a mãe chegar para buscar sua filha ou seu filho nas creches. Sei que o professor tem de trabalhar até o horário normal, mas a auxiliar da Educação Infantil ficaria com essa criança até às 19 horas, que seria o horário ideal para que todos os pais possam sair do trabalho no comércio, que é às 18 horas, e chegar a tempo para pegar os filhos nas Emeis”, explicou.

DÉFICIT DE VAGAS

Com relação ao déficit de 8 mil vagas nas Emeis, Rose Modesto também prometeu zerar essa fila. “Vamos zerar de que forma? Hoje tem sete obras de Emeis inacabadas e abandonadas há mais de dois anos. Esse investimento é uma média de R$ 30 milhões que nós vamos fazer com recurso próprio”, calculou.

A candidata a prefeita pelo União Brasil explicou que a Câmara dos Deputados aprovou uma lei que aumentou em mais de R$ 300 milhões por ano o recurso para a educação. “Quando eu era deputada federal, trabalhei e lutei muito para que fosse aprovado o Novo Fundeb, que é o maior fundo de financiamento da educação pública brasileira que saltou o investimento para Campo Grande de pouco mais de R$ 500 milhões para mais de R$ 800 milhões”, recordou. 

Hoje, conforme ela, o orçamento da educação em Campo Grande é de R$ 1,4 bilhão e ainda tem R$ 300 milhões que é para custeio das escolas, para manutenção e para novos investimentos. “Eu não consigo compreender o porquê que ainda não concluíram as sete obras e eu vou concluir no primeiro ano. No primeiro ano do nosso mandato, com orçamento previsto para o ano que vem, nós vamos concluir as sete Emeis”, garantiu.

A ex-parlamentar ainda disse que vai buscar recursos junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e, para isso, pretende usar a experiência adquirida como deputada federal em Brasília (DF). “Vou ao FNDE para buscar recursos para construir mais 10 Emeis. A prefeitura está construindo 160 salas de aula hoje. Eu vou entender, assim que assumir a prefeitura, se realmente essas salas foram entregues, juntando com tudo isso, praticamente a gente já zera a fila de espera que tem hoje, que passa de 8 mil crianças”, assegurou.

Rose também disse que buscará uma parceria importante com o Sistema S. “Conversei esses dias com alguns empresários que participam da Fiems {Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul} e eles têm total interesse em ajudar Campo Grande a zerar essa fila de espera porque para o mercado de trabalho é fundamental, para as crianças é importante e para as mães é imprescindível o fim dessa fila para que elas possam ir trabalhar. Então, o setor de desenvolvimento econômico também sofre quando há falta de vaga em uma creche e nós vamos zerar essa fila de espera”, garantiu. 

IDOSOS

Rose Modesto ainda pretende implantar creches para pessoas com mais de 60 anos de idade. “Assim como as creches precisam ficar com as crianças até mais tarde, porque hoje muitas famílias não conseguem ir buscá-las no horário estabelecido porque estão trabalhando, a mesma coisa acontece com os idosos que moram com os filhos”, pontuou.

Ela explicou que muitas famílias não querem deixar seus idosos em um asilo, ou em uma casa de repouso. “Então, a nossa ideia é disponibilizar unidades para que os idosos passem o dia em um ambiente com várias atividades e retorne à noite para o convívio da sua família. Acho que isso é uma coisa bastante interessante que está dentro do nosso plano de governo”, afirmou.

A ex-deputada federal falou que seria uma espécie de centros de convivência, porém, diferentemente desses centros, os idosos poderão ficar até mais tarde. “A creche para o idoso funcionária desde o momento em que a pessoa chega pela manhã e até a hora que vai embora, no início da noite, para a casa dos filhos”, detalhou. 
 

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Reforço

Em meio a crise, STF reforça esquema de segurança para o Sete de Setembro

Esquema será o mesmo utilizado em anos anteriores

04/09/2026 23h00

Foto: Divulgação / STF

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Em meio à crise interna protagonizada por André Mendonça e Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai reforçar a segurança em torno da sede, em Brasília, para o Sete de Setembro. O esquema será o mesmo utilizado em anos anteriores e em grandes eventos que possam colocar as instalações da Corte em risco.

O planejamento de segurança está sendo realizado de forma integrada entre o tribunal, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Palácio do Planalto, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), as forças de segurança do DF e outros órgãos.

Segundo informações do STF, a atuação conjunta contempla compartilhamento de inteligência, avaliação de riscos e definição coordenada de efetivos, áreas de responsabilidade, revistas, bloqueios, restrições do espaço aéreo e monitoramento de drones. Ainda de acordo com o tribunal, serão adotadas "as medidas de reforço necessárias" nas áreas de atuação do tribunal

O esquema de segurança coordenado com outros órgãos de segurança vem sendo adotado pelo STF nos últimos anos e se intensificou a partir do 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas na tentativa de golpe de Estado. Para este ano, o aparato já tinha sido pensado antes da crise se instalar no tribunal.

No início da semana, Mendonça enviou para o presidente, Edson Fachin, um relatório da Polícia Federal com indícios de uma ligação pouco republicana entre Moraes e Daniel Vorcaro. Em resposta, Moraes pediu para Fachin a abertura de uma investigação contra Mendonça por ter supostamente adotado procedimentos irregulares na condução do caso.

Brasília

Fachin diz que gravidade dos fatos não autoriza atalhos

Lula critica vazamentos seletivos e alerta para riscos à democracia

04/09/2026 21h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, garantiu, nesta sexta-feira (4), em Brasília, que será dentro da legalidade a resposta do Judiciário brasileiro aos fatos relacionados a supostas irregularidades na condução do caso do Banco Master e ao vazamento de trocas de mensagens entre o também ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário! Quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo [legal] e as garantias constitucionais”, afirmou o ministro Edson Fachin.

Diante da crise no Poder Judiciário acentuada nesta semana, o presidente da Suprema Corte prometeu que a apuração dos fatos seguirá os procedimentos estabelecidos pela Constituição Federal e pelo ordenamento jurídico.

“Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige”, declarou o presidente do STF.

O ministro Edson Fachin também reiterou a necessidade de as instituições da República serem preservadas, sobretudo em momentos de maior tensão. Ele frisou que nenhuma autoridade e nenhum Poder da República estão acima da Constituição Federal, pois “nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado Democrático de Direito”.

As declarações foram dadas no Palácio do Planalto, durante o evento de sanção de leis que criam fundos para aperfeiçoamento da Justiça Federal, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público da União (MPU), para aumentar as fontes de recursos, com o objetivo de modernizar as instituições e ampliar o acesso da população à Justiça.

Igualdade

No mesmo evento no Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou que a aplicação da legislação brasileira deve ser a mesma para todos os cidadãos.

“Ninguém, em nome da Democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal. Ninguém! Isso vale para o presidente da República, vale para um catador de material reciclável, vale para uma parteira, vale para uma médica”, afirmou o presidente Lula. 

Para Lula, todos devem estar subordinados aos mesmos trâmites da legislação. "Afinal de contas, ela [a lei] vale para todos”, afirmou.

Vazamentos seletivos

Dirigindo-se ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente da República cobrou transparência para contornar a crise, sob pena de o Poder Judiciário perder a credibilidade da opinião pública. 

“O que nós não podemos, neste país, é oficializar a indústria da fake news, a indústria dos vazamentos seletivos por interesses políticos e econômicos. Não é possível”, lamentou Lula.

O presidente Lula apontou que esses vazamentos colocam em risco a democracia brasileira. 

“Estamos vivendo uma época muito perigosa. O denuncismo, as fake news, os vazamentos [de dados de investigações] não contribuem com a democracia”.

Entenda a crise

Nesta semana, o ministro do STF André Mendonça enviou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, o pedido de abertura de inquérito contra o ministro do Supremo Alexandre Moraes, após relatório da Polícia Federal apontar indícios de relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso por fraudes no Banco Master.

Em resposta, nesta quarta-feira (3), Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra a atuação do Mendonça na relatoria de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero, da Polícia Federal.

Horas antes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação da investigação sobre conversas de Moraes e Vorcaro.

Nesta sexta-feira, o presidente do Supremo estabeleceu o prazo de cinco dias para que o ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestem sobre o caso.

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