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DIRETOR-GERAL DA PF

Saiba quem é Maurício Valeixo, pivô da crise entre Moro e Bolsonaro

Moro ameaçou demissão do ministério caso Valeixo fosse substituído do comando da Polícia Federal
23/04/2020 17:44 - Glaucea Vaccari


 

Possível troca do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, por Jair Bolsonaro, gerou uma crise entre o presidente e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Isto porque Valeixo é o nome de confiança de Moro e respeitado na corporação. Ministro chegou a ameaçar demissão caso a troca se confirmasse, mas, durante a tarde, houve conversa e tanto Moro quanto Valeixo devem permanecer nos cargos.  

Pivô da crise entre ministro e presidente, Maurício Valeixo é policial federal com mais e 20 anos de corporação. Ele é especialista em combate ao narcotráfico internacional e ações de inteligência artificial.  Antes de entrar na PF, ele foi delegado da Polícia Civil. 

Valeixo atuou em duas operações de grande repercussão, em que Moro também atuou como juiz, a Banestado e a Lava-jato. 

Por duas vezes, ele foi superintendente da Polícia Federal do Paraná, estado onde nasceu. Também foi chefe da inteligência da Polícia Federal e Diretor de Combate ao Crime Organizado (Dicor). 

Foi Valeixo quem decidiu seguir as ordens de Moro em 8 de julho, que contrariaram despacho do desembargador plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) – a segunda instância da Lava Jato – Rogério Favreto para soltar Lula. Favreto expediu duas decisões que foram posteriormente derrubadas pelo presidente da Corte, Thompson Flores, e pelo relator da Lava Jato, João Pedro Gebran Neto.

Escolhido por Moro para chefiar a PF, ele assumiu o cargo com missão de fortalecer a corporação, com foco no combate à corrupção e ao crime organizado, estabelecendo autonomia para investigar qualquer pessoa, livrando-se de questões políticas.

 

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.