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CÂMARA DOS DEPUTADOS

Saída do DEM e MDB reduz Centrão a 158 deputados

Partidos buscam se afastar do grupo que passou a apoiar o governo Bolsonaro
28/07/2020 07:31 - Da Redação


O anúncio da saída do DEM e do MDB do bloco chamado “Centrão” na Câmara dos Deputados vai diminuir o poder de barganha do grupo. Dos atuais 221 deputados, o Centrão terá agora 158 votos.

Esse movimento, segundo a CNN Brasil, sinaliza o afastamento do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e seu grupo mais fiel dos partidos de centro que embarcaram no governo Jair Bolsonaro.

A saída desses dois partidos do bloco também abre espaço para uma composição com siglas da oposição para fechar um nome que possa concorrer com o apoio de Maia à presidência da Câmara em fevereiro de 2021.

O líder do Centrão é o deputado Arthur Lira (PP-AL), que se movimenta para suceder Maia e é próximo do presidente da República.

Os partidos argumentam oficialmente, de acordo com o portal G1, que o bloco foi formado para garantir o comando da Comissão Mista de Orçamento e que o objetivo já foi alcançado.

Nos bastidores, líderes admitem que estavam incomodados com o poder concentrado por Lira na hora das votações e na negociação com o governo.

Segundo o deputado Efraim Filho (DEM-PB), líder do DEM na Câmara, essa decisão é uma tentativa de reposicionamento da bancada em busca de autonomia, já que os parlamentares já não estavam totalmente alinhados ao que o Centrão vinha defendendo.  

O estopim teria sido a PEC do Fundeb e a tentativa desses partidos de obstruir e até postergar a votação.

O presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), afirmou que a saída não implicará em afastamento do partido de pautas defendidas pelo governo.

“Nosso compromisso com o país, com a agenda da retomada da economia e do combate à pandemia, não muda”, disse Rossi.

 
 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!