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SAÚDE

Atolada em dívidas e com produção menor, Santa Casa tem repasse em dia

Secretário Pedro Pedrossian Neto diz que repasses à Santa Casa estão em dia
24/09/2020 00:01 - Ana Karla Flores


Enquanto a Santa Casa tem alardeado calamidade, com risco de paralisação de cirurgias e falta de estoque de medicamentos, a prefeitura de Campo Grande reitera que está com os repasses ao hospital em dia, e lembra que neste ano, a Santa Casa, que fez menos procedimentos para o Sistema Único de Saúde, consequentemente, recebeu menos recursos de repasses. Apesar da redução, um aditivo contratual compensou o valor do repasse ao hospital, que estão em dia, garante a prefeitura.  

Para piorar a situação do hospital, dívidas contraídas nos anos anteriores, tem sido descontadas diretamente do repasse feito pelo poder público, de forma semelhante a dos empréstimos consignados, o que reduz o dinheiro disponível para o hospital.

O alívio para a Santa Casa é que, por causa da Covid-19, durante três meses em torno de R$ 12,6 milhões (referentes às parcelas mensais de R$ 4 milhões dos empréstimos) não foram descontados.  

Depois de o hospital enviar anunciar que, por falta de dinheiro, suspenderia cirurgia e faria atendimentos somente em casos de urgência e emergência, o secretário de Finanças do município, Pedro Pedrossian Neto, e o secretário de Saúde, José Mauro Filho, explicaram a real situação do hospital.  

 

Antecipação

Pedrossian Neto, alega que todos os recursos do município para o hospital foram repassados antes do vencimento do prazo. “Temos um contrato que está sendo honrado. Ontem pagamos um valor de aproximadamente R$ 5 milhões e não devemos mais a competência de agosto, que vence dia 30 de setembro”.

De acordo com o secretário, o valor do contrato é composto por recursos federais, estaduais e municipais, que totalizam cerca de R$ 23 milhões por mês. No período de dezembro de 2019 à julho de 2020, a Santa Casa recebeu aproximadamente R$ 193,1 milhões. Houve um aumento na verba de quase R$ 5 milhões em comparação ao mesmo período de 2019, que recebeu cerca de R$ 188,3 milhões.

Pedrossian explica que a única competência ainda não paga é a do governo do estado. O valor é destinado aos leitos de UTI e leitos clínicos para tratamento do coronavírus. “São duas parcelas que totalizam R$ 996 mil reais que o estado tem até dia 30 de setembro para fazer o repasse. O estado deposita na conta municipal e repassamos no outro dia. Não se trata de um atraso”.

 

Menos procedimentos, menos dinheiro

Em relação à produção de cirurgias, em 2019 o hospital realizou 778 cirurgias eletivas e 9.294 cirurgias urgentes. Em 2020, a Santa Casa realizou 303 cirurgias eletivas e 9.017 urgentes, com uma queda de 752 operações. “Não tem como ter aumento de colapso se a produção é menor”, argumenta José Mauro.

O hospital ainda denunciou a falta de insumos para a realização de procedimentos como cateterismo e angioplastia. De acordo com o secretário de Saúde a Santa Casa tem uma dívida de R$ 54 milhões com fornecedores.  

“O hospital tem um contrato com a prefeitura, habilitado, e fala em suspender cateterismo. Isso não pode ser suspendido sob a justificativa que não tem insumos. O fornecedor está sem receber da metade de abril para cá, são cinco meses de atrasos”.

 

Aditivo

O secretário municipal de Saúde Pública, José Mauro Filho, ressalta que o hospital recebeu aditivo de R$ 8,1 milhões do governo federal destinados a hospitais públicos para o combate à Covid-19.  

De acordo com o secretário, além desse valor a Santa Casa possui cerca de R$ 12,6 milhões decorrentes de empréstimos bancários que não foram descontados durante três meses da pandemia, de março a julho.

“A Santa Casa tem um empréstimo que paga por mês, cerca R$ 4 milhões para os bancos. Como a prefeitura tem um contrato, nós temos que ratificar, e o recurso é descontado nesses 23 milhões, como se fosse um consignado do hospital”, explica José Mauro Filho.

 
 

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!