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Produção independente

Solteiras representam 10% das clientes de reprodução assistida, diz médico

Solteiras representam 10% das clientes de reprodução assistida, diz médico

Redação

10/04/2011 - 23h00
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No desejo de ter um filho mesmo sem um companheiro, muitas mulheres optam pela reprodução assistida. No Brasil, não há dados oficiais sobre mulheres que recorrem ao auxílio da medicina para se tornarem mães. Mas segundo números do IBGE, 17,4% das famílias brasileiras são constituídas por mulheres com filhos sem cônjuges.

De acordo com o ginecologista Aléssio Calil Mathias, coordenador da área de Reprodução Humana do Hospital São Luiz (SP) e diretor da Clínica Genics, a motivação para ter um filho sozinha é variada: mulheres com idade mais avançada ou que deram prioridade à carreira e, depois de um tempo, resolveram constituir família ou, ainda, aquelas que não encontraram o parceiro ideal.

O urologista Jorge Haddad Filho, coordenador do Programa de Reprodução Assistida da Unifesp, confirma que a produção independente é uma realidade nos consultórios. Segundo ele, mulheres solteiras representam cerca de 10% das pacientes que buscam este tipo de tratamento. “Nós explicamos os prós e os contras de ter um filho sozinha, para ajudá-la na decisão. Mas geralmente ela já vem decidida”, comenta ele.

Há várias técnicas para a reprodução assistida. Exames clínicos mostram as condições de saúde da paciente e definem o procedimento mais adequado. A futura mãe procura um banco de esperma e escolhe o sêmen do doador, de acordo com as características físicas que mais lhe agradarem.

O advogado Ulisses Simões da Silva, especialista em Direito Civil da L.O. Baptista Advogados, explica que o Conselho Federal de Medicina protege o sigilo sobre a identidade dos doadores de gametas e embriões, bem como dos receptores e só em situações excepcionais estes dados são concedidos apenas para médicos, ficando preservada a identidade civil do doador. Assim, o nome do pai no registro de nascimento da criança ficará em branco.

E convém preparar o bolso. Para a fertilização assistida, a paciente tem um gasto aproximado de R$ 7 mil, sem contabilizar a compra de medicamentos que podem somar até R$ 5 mil, dependendo da dose necessária.

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