Em palestra na UEMS - Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, a pesquisadora gaúcha Ingrid Finger abordou os benefícios cognitivos em se dominar dois ou mais idiomas. Ingrid afirma que o bilinguismo funciona como uma espécie de fisioterapia para o cérebro, possibilitando diversos benefícios aos que falam mais de uma língua.
Para os idosos, o domínio de várias línguas, segundo a pesquisadora, retarda a deterioração cognitiva natural da idade. A palestrante apresentou dados de uma pesquisa realizada no Canadá com cinco mil idosos. A pesquisa mostrou que os idosos que dominam mais de um língua apresentaram os sintomas do Alzheimer, em média, cinco anos mais tarde do que aqueles que falam somente um idioma.
Crianças bilíngues
De acordo com Ingrid, crianças que crescem em ambientes onde se fala mais de uma língua tendem a acelerar os processos de aprendizagem. “Essas crianças têm o pensamento mais flexível e tendem a agir melhor diante de situações inesperadas”, diz a pesquisadora.
A palestrante tratou também de derrubar alguns mitos criados em torno do aprendizado de outras línguas. Ele afirma, por exemplo, que não há fundamentos científicos que comprovem que a alfabetização em duas línguas “confunda” a criança. Pelo contrário, Ingrid afirma que quanto antes for iniciado o contato da criança com uma segunda língua maiores serão os benefícios cognitivos.
A palestra de Ingrid Finger foi possibilitada pelo Doutorado interinstitucional em Letras promovido entre UEMS e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).