Campo Grande registrou nos últimos dias falta da vacina antirrábica na rede pública, depois que um adolescente de 16 anos teria sido mordido por um cão contaminado pela doença, no Jardim Anache. A falta se explica, pois há mais de 23 anos a Capital não registrava nenhum caso de raiva.
A presidente do Sindicato Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MS), Sibele Cação, destaca que a vacina pode ser encontrada em estabelecimentos veterinários, como consultórios, hospitais e clínicas, e em pet shops e casas agropecuárias. “Os donos de animais de estimação que preferirem antecipar a vacina antirrábica podem procurar os estabelecimentos privados, nestes locais a vacina não ficou em falta”.
Não há lei que proíba que vacinas sejam aplicadas pelo próprio proprietário do animal, mas Sibele aconselha que o profissional de medicina veterinária aplique a vacina, dessa forma o animal será melhor atendido. "Nem sempre o animal está apto para receber a vacina. Ele pode estar febril, com alguma patologia, e assim, o organismo pode não corresponder ao tratamento", explica.
A raiva canina é uma doença que não tem cura e ataca o sistema nervoso do animal. “A partir do desenvolvimento da doença, o processo é muito rápido, vindo a óbito em 10 a 15 dias”, afirma Sibeli.
Os sintomas da raiva são: comportamento diferente, agressividade, medo da luz, dificuldade para engolir, salivação, falta de apetite. De acordo com Sibele, é fundamental observar o animal de estimação, para prevenção de futuras doenças.
"Não existe nenhum exame exato que comprove a contaminação de raiva no animal vivo, só depois de morto que pode ser comprovado o contágio. A medicina veterinária ainda não descobriu nenhum medicamento para curar ou tardar a doença", revela.
A presidente do CRMV-MS finalizando orientado: “É de extrema importância a avaliação médica pelo menos uma vez por ano. O responsável tem o dever de cuidar da saúde de seu animal."