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Cientistas fazem descoberta que contradiz teoria de Einstein

Cientistas fazem descoberta que contradiz teoria de Einstein

Redação

24/09/2011 - 06h00
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Cientistas estão intrigados pelos resultados obtidos por cientistas do Centro Europeu de Investigação Nuclear (Cern, na sigla em inglês), em Genebra, que afirmaram ter descoberto partículas subatômicas capazes de viajar mais rápido do que a velocidade da luz.

Neutrinos enviados por via subterrânea das instalações de Cern para o de Gran Sasso, a 732 km de distância, pareceram chegar ao seu destino frações de segundo mais cedo que a teoria de um século de física faria supor.

As conclusões do experimento, que serão disponibilizadas na internet, serão cuidadosamente analisadas por outros cientistas.

Um dos pilares da física atual - tal e qual descrita por Albert Einstein em sua teoria da relatividade - é que a velocidade da luz é o limite a que um corpo pode viajar. Milhares de experimentos já foram realizados a fim de medi-la com mais e mais precisão.

Até então nunca havia sido possível encontrar uma partícula capaz de exceder a velocidade da luz, como explica Antonio Ereditato, um dos autores do estudo, ressaltando a cautela do grupo em relação às próprias conclusões.

- Tentamos encontrar todas as explicações possíveis para esse fenômeno. Queríamos encontrar erros, erros triviais, erros mais complicados, efeitos indesejados, e não encontramos. Quando você não encontra nada, conclui: bom, agora sou obrigado a disponibilizar e pedir à comunidade [científica internacional] que analise isso.

Partículas aceleradas

Já se sabe que os neutrinos viajam a velocidades próximas da da luz. Essas partículas existem em diversas variedades, e experimentos recentes observaram que são capazes de mudar de um tipo para outro.

No projeto de Antonio Ereditato, Opera Collaboration, os cientistas preparam um único feixe de um tipo de neutrinos, de múon, e os envia do laboratório de Cern, em Genebra, na Suíça, para o de Gran Sasso, na Itália, para observar quantos se transformam em outro tipo de neutrino, de tau.

Ao longo dos experimentos, a equipe percebeu que as partículas chegavam ao seu destino final alguns bilionésimos de segundo abaixo do tempo que a luz levaria para percorrer a mesma distância.

A medição foi repetida 15 mil vezes, alcançando um nível de significância estatística que, nos círculos científicos, pode ser classificada como uma descoberta formal.

Entretanto, os cientistas entendem que erros sistemáticos, vindos, por exemplo, das condições em que o experimento foi realizado ou da calibração dos instrumentos, poderia levar a uma falsa conclusão a respeito da superação da velocidade da luz.

- Meu sonho é que outro experimento independente chegue à mesma conclusão. Nesse caso, eu me sentiria aliviado. Não estamos afirmando nada, pedimos a ajuda da comunidade para entender esses resultados malucos porque eles são malucos. As consequências podem ser muito sérias.

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