O estudo envolveu mais de 6 mil adultos que nunca fumaram e que estavam livres das principais doenças crônicas no momento da inscrição. Em seguida, foram examinados apenas os adultos que mantiveram um peso estável.
De acordo com o autor, Pramil N. Singh, isso foi feito em um esforço para excluir indivíduos que, por exemplo, estavam na categoria de peso normal porque havia perdido peso devido a uma doença. Portanto, sua morte não teria sido relacionada ao seu peso normal, mas sim à doença que os levou a alcançar o peso normal. Pramil e sua equipe acompanharam as oscilações de peso deste grupo durante 29 anos.
Homens são mais sensíveis ao excesso de peso
Os resultados mostram que há uma diferença significativa entre os sexos. Entre os homens, um índice de massa corporal (IMC) superior a 22,3 reduz a expectativa de vida em 3,7 anos. Já entre as mulheres, o risco só aparece entre aquelas com IMC maior que 27,4. Neste caso, a expectativa diminui em 2,1 anos.
Para se ter uma noção, um IMC entre 18,5 e 24,9 é classificado como saudável. O risco começa a partir de um IMC superior a 25, sendo que é considerado sobrepeso ou obesidade (IMC superior a 30).
Uma possível razão para a diferença entre os sexos, explica Singh, é que a gordura corporal é a principal fonte de estrogênio na pós-menopausa, e um nível mínimo de estrogênio nesses anos pode ser protetor contra doenças cardíacas e fraturas de quadril.
“Isso não quer dizer que o peso extra seja bom para mulheres acima de 75”, alerta. “Mas sim que os efeitos negativos do excesso de peso em mulheres com mais de 75 aparecem em maior peso do que nos homens”.
Apesar dos resultados, para o autor ainda são necessários mais estudos para compreender os efeitos positivos e negativos dos padrões de estilo de vida que ajudam os indivíduos a manter o baixo peso corporal durante um longo período.