O Greenpeace declarou nesta quinta-feira vitória sobre o Facebook na campanha "Unfriend Coal", que vinha travando contra a companhia para que ela se tornasse mais sustentável. A iniciativa havia atraído cerca de 700 mil apoiadores na rede social e batido o recorde pelo maior número de comentários no Facebook - 80 mil em um único dia. Greenpeace e Facebook afirmaram que vão colaborar mutuamente para incentivar o uso de energias renováveis em vez de carvão nos data centers da rede social mais popular do mundo.
No ano passado, o Facebook abriu um centro de processamento de dados em Prineville, no estado americano de Oregon, que utiliza as noites frias e o ar seco da região para reduzir o consumo de refrigeração e economizar energia. Além disso, a empresa recebeu incentivos fiscais substaniciais para criar empregos na região. Mas o Greenpeace criticou o Facebook por contratrar uma empresa de energia que gera quase toda a sua eletricidade a partir do carvão para alimentar o data center. O grupo iniciou um campanha para que o Facebook começasse a utilizar energia renovável.
O Facebook afirmou que vai trabalhar em conjunto com o Greenpeace para promover o uso de energia limpa e renovável e que vai incentivar que outras empresas façam o mesmo. A companhia disse que irá declarar uma "preferência pelo acesso à energia renovável" ao escolher os locais onde vai construir seus centros de processamento de dados.
A energia renovável também foi um tema quente para o Google. O líder de buscas na internet tem tentado provar que seu modelo de operações é benéfico para o meio ambiente, revelando recentemente a quantidade de eletricidade que consome. Segundo a companhia, foram 2,7 kilowatts/hora no ano passado, consumo equivalente a 207 mil casas nos Estados Unidos. A empresa afirma ter investido US$ 1 bilhão em projetos de ebergia renovável, como parques eólicos e projetos de energia solar.