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Estudo existem mais planetas do que estrelas na Via Láctea

Estudo existem mais planetas do que estrelas na Via Láctea

Redação

11/01/2012 - 15h15
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Uma equipe internacional de astrônomos levou seis anos, com a ajuda de um método chamado microlente gravitacional, para determinar o quão comuns são os planetas na Via Láctea. Segundo os pesquisadores, que apresentam o resultado em um artigo na revista especializada Nature, existem bilhões de planetas que orbitam estrelas - ou seja, eles são a regra, e não a exceção, na nossa galáxia. As informações são do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês).

"Durante seis anos procuramos evidências de exoplanetas a partir de observações de microlentes. Curiosamente, os dados mostram que os planetas são mais comuns na nossa galáxia do que as estrelas. Descobrimos também que os planetas mais leves, tais como superterras (que têm massas entre duas e 10 vezes maior que a da Terra) ou Netunos frios, são mais comuns do que os planetas mais pesados", diz Arnaud Cassan, do Instituto de Astrofísica de Paris e principal autor do artigo.

Nos últimos 16 anos, os astrônomos detectaram planetas principalmente através de dois métodos: o registro da diminuição de brilho de uma estrela durante a transição do planeta e o efeito gravitacional deste naquela. Contudo, dessas duas maneiras, apenas planetas de massa muito grande ou que estão muito próximos às estrelas são encontrados.

O método usado agora detecta o modo como o campo gravitacional de uma estrela, combinado com o de um possível planeta hospedeiro, age como uma lente gravitacional e amplia a luz de uma estrela que esteja ao fundo. Ou seja, se a estrela tem um planeta, essa lente será mais poderosa. Contudo, esse método, apesar de detectar corpos menores, tem grandes defeitos: é necessário um alinhamento, bastante raro, entre a lente gravitacional e uma estrela de fundo. Além disso, a órbita do planeta precisa estar alinhada com a da estrela para formar a lente.

Apesar da raridade desses eventos combinados, os pesquisadores conseguiram detectar três planetas durante esses seis anos - uma superterra e planetas com massas comparáveis à de Netuno e à de Júpiter -, o que é considerado excepcional. Para os astrônomos, ou foi uma imensa sorte ou os planetas são tão abundantes que o resultado era praticamente inevitável.

Após isso, os pesquisadores combinaram os dados com informações de sete detecções anteriores e um grande número de não-detecções durante os anos de trabalho. O resultado da pesquisa indica que uma em cada seis estrelas estudadas há um planeta com massa semelhante à de Júpiter, metade têm planetas com a massa de Netuno e dois terços têm superterras, o que indica que o número médio de planetas em torno de estrelas é maior que um.

"Anteriormente pensava-se que a Terra seria única na nossa Galáxia. Mas agora parece que literalmente bilhões de planetas com massas semelhantes à da Terra orbitam estrelas da Via Láctea", diz Daniel Kubas, coautor do artigo científico.

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