Uma reunião prevista para esta quarta-feira (18) entre as entidades médicas e o governo pode definir como será o atendimento de usuárias de próteses mamárias PIP e Rofil.
"Antes de recorrer ao SUS, [o ideal é que] a paciente busque seu médico", diz José Horácio Aboudib, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Uma ideia a ser debatida é a combinação do atendimento em clínicas privadas ao suporte financeiro já oferecido pelo governo.
"A maioria dos médicos não pensa em cobrar pela nova operação. O custo seria de hospital e prótese."
Os problemas com o silicone e a substituição das próteses devem levar o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Dirceu Barbano, ao Senado Federal em fevereiro.
Requerimento apresentado pela senadora Ana Amélia (PP-RS) propõe audiência para discutir o caso. Ela criticou a decisão do governo de cobrir despesas com a troca dos implantes rompidos.
"A substituição da prótese de mulheres sem condição financeira que se submeteram à cirurgia para reparar uma mastectomia é correta. O SUS pagar uma cirurgia estética para mulheres que tenham condições é inaceitável."
Fiscalização
A Anvisa aprovou a proposta de resolução que obriga o teste laboratorial das próteses mamárias que entrarem no país. O texto fica em consulta pública por 30 dias.