As empresas de telefonia celular querem dobrar o número de antenas no país nos próximos cinco anos. Hoje, o Brasil tem cerca de 50 mil estações rádio base (ERBs) e a estimativa do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia Fixa e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) é que seja preciso 100 mil antenas para atender às necessidades de expansão do serviço nos próximos anos.
Para que o aumento do número de antenas não provoque poluição visual nas cidades, as operadoras estão dispostas a “disfarçar” os dispositivos. “Podemos colocar a antena em uma fachada e pintar a antena da cor da fachada. Ou colocar a antena em um conjunto de coqueiros e a antena disfarçada de coqueiro, ou esconder com alguma coisa que não interfira na transmissão”, propõe o diretor-executivo do SindiTelebrasil, Eduardo Levy.
Em relação a possíveis danos à saúde da população com o aumento do número de antenas, Levy diz que estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) comprovam que não há riscos. Além disso, já existe uma lei federal no Brasil que estabelece limites à exposição humana a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos.
O Brasil têm 245,2 milhões de celulares e só, no ano passado, foram adicionados 39 milhões de novos usuários à base de clientes, sendo que mais da metade (52%) são de acessos em banda larga móvel.