Algumas empresas privadas e mesmo órgãos públicos nos Estados Unidos pedem aos candidatos a empregos que entreguem suas senhas de acesso às redes sociais para que sejam investigados os antecedentes pessoais do postulante à vaga. A prática causou alarme entre os ativistas do direito à privacidade e gerou polêmica no país. O Facebook advertiu as empresas para que não peçam a senha de acesso à rede social dos candidatos a empregos nas companhias e ameaçou recorrer aos tribunais contra as normas patronais que violem a política de privacidade.
Informações pessoais como gênero, raça, crenças religiosas ou orientação sexual aparecem frequentemente nas descrições pessoais colocadas no Facebook, e todos esses dados são protegidos pela legislação federal trabalhista americana. Um executivo do Facebook advertiu que, se uma empresa descobre que a pessoa que pediu emprego pertence a um grupo protegido, a empresa poderia ser acusada de discriminação caso não a contrate.
Mas a prática não parece ser totalmente ilegal, e em meio à controvérsia, dois senadores democratas, Chuck Schummer e Richard Blumenthal, pediram ao secretário da Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, que investigue se empresas que pedem as senhas de acesso ao Facebook durante as entrevistas de emprego estão violando alguma lei federal.
"Não achamos que os patrões devam solicitar as senhas de acesso à redes dos candidatos a emprego porque não achamos que isso seja adequado", disse o Facebook em um comunicado.