Quando o iPhone 4S, da Apple, foi lançado no segundo semestre de 2012, uma das grandes - senão a maior - novidade era o assistente pessoal do smartphone chamado Siri. A aplicação, que tinha uma voz feminina, era capaz de entender o que o dono falava ou pedia e realizar uma tarefa, que poderia ser simples ou complexa, como a de achar a resposta para a pergunta "Qual é o sentido da vida?" - brincadeira que se tornou famosa na web dias após o lançamento da assistente "sabe-tudo" da Apple.
Hoje, meses depois, o que se viu foi um desapontamento com a aplicação, com uma porcentagem de 87% dos propritários de um iPhone 4S usando apenas uma vez o Siri ao mês. A Apple não comentou o assunto publicamente, mas, como aponta o jornal Wall Street Journal, que divulgou o levantamento realizado pela companhia Parks Associates com 482 usuários do smartphone, a notícia mostra que o Siri, vendido como uma inovação, perdeu o fôlego e está prestes a se tornar um fracasso.
A pesquisa ainda aponta que 33% das pessoas que usam o Siri o fazem para realizar ligações, mandar mensagens de texto ou procurar por alguma informação. Neste sentido, o Siri não atuaria como um assistente pessoal inteligente, mas mais como um assistente pessoal robótico, que faz as tarefas que o dono está "com preguiça" de fazer.
Além disso, 32% das pessoas que usam o Siri nunca utilizaram a aplicação para tocar música, por exemplo, e 35% nunca conseguiram marcar um encontro usando o Siri como cupido - uma das funcionalidades, inclusive, mais alarmadas do assistente pessoal. No entanto, a mesma pesquisa mostra que 9% das pessoas estão desapontadas com o programa, contra 55% que se dizem felizes.