Quase 30 anos após a descoberta de uma ligação entre o consumo de álcool e alguns tipos de tumores, como o de esôfago, cientistas da Universidade de Minnesota, nos EUA, relatam a primeira evidência em humanos de que essas bebidas podem mesmo ser cancerígenas.
Os resultados foram apresentados esta semana no 244º Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química. Segundo a autora Silvia Balbo, que liderou o trabalho, o corpo humano metaboliza – ou seja, quebra – as moléculas de álcool contidas em cervejas, vinhos e destilados.
Uma das substâncias formadas nessa ruptura é o acetaldeído, que tem estrutura semelhante ao formaldeído, um conhecido composto carcinogênico, relacionado a tumores nos pulmões, nariz, cérebro e sangue (leucemia).