O iPhone 5 chegou às lojas de nove países do mundo nesta sexta-feira (21), rendendo à Apple uma grande procura antes das importantes compras da temporada de fim de ano.
Além dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Cingapura, França, Alemanha, Hong Kong, Japão e Austrália.
A nova versão do telefone --que a fabricante lançou na semana passada-- saiu à venda primeiro na Ásia, onde operadoras tiveram demanda recorde e houve dúvidas sobre a capacidade de fornecimento da Apple.
"É leve e fino. Eu usava Samsung antes, mas o funcionamento, a sensação, do iPhone é melhor", disse o engenheiro Wataru Saito, que entrou na fila em Tóquio na tarde de quinta-feira já pronto para pegar um voo nesta sexta-feira.
A Apple recebeu mais de 2 milhões de encomendas nas primeiras 24 horas de pré-venda, o dobro do primeiro dia de vendas da versão anterior, o iPhone 4S.
A Softbank é uma das operadoras japonesas que estão vendendo o iPhone, e o presidente da companhia, Masayoshi Son, teme que a Apple não tenha capacidade de produção suficiente. A outra é a KDDI, que já está com o estoque esgotado.
A Softbank and Singtel, maior operadora de Cingapura, disse que a demanda superou a de outros aparelhos da Apple em parte porque opera em rede 4G, muito mais rápida.
Lojas da Alemanha, da França e do Reino Unido já começaram a vender o aparelho. As lojas da Apple nestes países também tiveram grandes filas desde o início da semana.
Longas filas
A loja de Sydney foi a primeira do mundo a vender um iPhone, às 8h (19h de quinta-feira em Brasília). Cada pessoa podia comprar até dois aparelhos.
Em Cingapura, a SingTel tinha funcionários só para ajudar os compradores a transferir os dados das versões anteriores para a nova, enquanto em Tóquio a fila chegava a vários quarterões.
Em Hong Kong, cuja proximidade com a China favorece um mercado paralelo, pequenos grupos de pessoas com bolos de dinheiro esperavam no lado de fora da loja para comprar aparelhos e revendê-los.
Na Alemanha, centenas de pessoas passaram a noite na fila para comprar o iPhone 5. O mesmo se repetiu nas lojas da Apple na França e no Reino Unido.
Analistas acreditam que a Apple venderá até 10 milhões de iPhones até o fim de setembro. O JP Morgan estimou que a nova versão injetará US$ 3,2 bilhões na economia dos Estados Unidos neste trimeste.