De acordo com informações divulgadas por cientistas nesta semana, um novo programa de computador pode ajudar com que os médicos deem o diagnóstico correto sobre uma pessoa ter ou não um câncer no pulmão. O programa faz com que a avaliação dos profissionais de saúde seja mais certeira nas avaliações. Ele ajuda a avaliar e evita erros na hora de dizer se uma mancha encontrada em uma tomografia de pulmão de uma pessoa que fuma é cancerosa ou não.
A novidade foi publicada no jornal especializado New England Journal of Medicine que foi publicado ontem, quarta-feira, dia 4 de setembro. Com a ajuda do método que avalia o risco clínico do paciente avaliado, pode decidir corretamente se nove de dez manchas encontradas em uma tomografia do pulmão de um fumante eram benignas ou malígnas.
Por mais que os exames de tomografia computadorizada auxiliem bastante no diagnóstico da doença e salvam muitas vezes vidas, eles têm limitações que podem fazer com 25% das cirurgias sejam feitas sem que haja uma real necessidade, disse o estudo.
Stephen Lam, que é um dos autores do estudo que foi publicado nesta semana, afirmou que com o modelo e calculadora de risco que compõem o programa de computador os médicos poderão prever com precisão quais as manchas que aparecem numa primeira tomografia precisam receber um acompanhamento especial, como uma nova tomografia, biópsia ou até mesmo uma cirurgia.
Para o especialista, que é professor de Medicina na Universidade da Columbia Britânica, esta é uma ótima notícia, para todos os pacientes e também a classe médica, que é responsável por detectar e tratar a doença.
Programa
O programa que auxilia na detecção do câncer de pulmão é um sistema de previsão que tem uma calculadora de risco e avalia dados como idade e sexo, além do histórico familiar do paciente, enfisema, localização do nódulo e outras características presentes no paciente.
De acordo com especialistas, é necessário diminuir o número de exames que são feitos sem necessidade e aumentar o número de diagnósticos que são feitos com mais rapidez nos pacientes que tem nódulos de alto risco. Por isso, esse programa é ainda mais importante.