O bitcoin ultrapassou nesta quarta-feira o valor de 1.000 dólares por unidade. O valor foi registrado no começo do dia no Mt. Gox, maior serviço de troca da moeda virtual.
A alta vem apenas 11 meses depois de um bitcoin valer 10 dólares – ou seja, trata-se de uma valorização de mais de 10.000% em menos de um ano. O aumento já vinha sendo registrado desde o começo do ano, mas, segundo a Wired, foi acelerado graças especialmente à maior participação de chineses no mercado e na mineração.
No entanto, parte dessa valorização também se deve à popularização da moeda virtual. Responsável pelo site ZeroBlock, que monitora o mercado Bitcoin, Dan Held contou à publicação que tem notado maior interesse do “público-geral” no assunto.
Participação da China
Mesmo assim, a maior parte da demanda ainda vem do gigante asiático, onde datacenters monstruosos já são usados apenas com a finalidade de minerar. Um dos maiores exemplos foi divulgado na internet nesta semana, e pertence à empresa ASICMINER – a “fazenda” de bitcoin fica localizada em Hong Kong, e ocupa um contêiner.
Também chamada de “mina”, ela é composta por dúzias de baias, cada uma com três tanques de vidro selados e cheios de um líquido usado para resfriar até 92 “lâminas” ASIC, feitas especialmente para minerar moedas. O local foi visitado pela primeira vez pelo jornalista chinês Kwai Chung, que descreve a mina como “mais silenciosa que uma biblioteca”.
Como é a mineração?
De forma simplificada, os bitcoins são extraídos pelo processamento de blocos de possíveis operações, e computadores mineram dedicando sua “força” para resolver cálculos específicos. Os mais potentes – como esse datacenter chinês – levam vantagem na disputa com os as máquinas caseiras, já que conseguem calcular com uma velocidade incrivelmente maior.
Muita dessa capacidade se deve ao fato de serem baseadas em circuitos integrados especialistas, ou ASIC, em vez de GPUs “comuns” – que, por mais potentes que sejam, não são tão eficientes na resolução de cálculos complexos quanto um circuito dedicado.