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Existência de dois planetas semelhantes à Terra é descartada

Existência de dois planetas semelhantes à Terra é descartada

Redação

04/07/2014 - 13h45
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Cientistas dos Estados Unidos informaram nesta quinta-feira que dois planetas distantes, mas semelhantes à Terra, e que alguns acreditavam que pudesse abrigar vida inteligente, na verdade não existem e foram confundidos com manchas solares.

O polêmico par de planetas, denominados Gliese d e Gliese g, a 22 anos-luz de distância, integram um conjunto de planetas potencialmente similares à Terra, que foram identificados por astrônomos.

Distantes demais para ser observados a olho nu ou com um telescópio, foram descobertos graças a uma técnica chamada de "velocidade radial Doppler", na órbita de uma estrela fria e vermelha chamada Gliese 581.

O método capta luz estelar (a mais sensível) do telescópio e analisa seus comprimentos de onda. Ele pode, inclusive, revelar a massa de um planeta.

Mas astrônomos da Universidade Estadual da Pensilvânia, no nordeste dos Estados Unidos, agora descobriram que Gliese 581 g e d não eram planetas, mas um sinal confuso de uma estrela.

"O que acreditávamos anteriormente que fosse um sinal planetário, foi causado por uma atividade estelar", disse Suvrath Mahadevan, coautor do estudo, publicado na revista Science e professor assistente do departamento de Astronomia e Astrofísica.

Em outras palavras, os campos magnéticos ou as manchas solares podem ter interferido no sinal que os astrônomos estavam interpretando.

O estudo destacou que "a intensa atividade magnética estelar (...) criou falsos sinais planetários para (Gliese) d e g". Os cientistas já tinham descartado a existência de um terceiro planeta, Gliese f.

Os astrônomos têm duas formas de detectar planetas remotos.

A missão Kepler, da Nasa, observa a luz tênue de uma estrela quando um planeta passa em frente a ela. Essa técnica pode indicar aos astrônomos o tamanho aproximado de um planeta, mas não a massa.

Outra forma, a única usada no estudo da Science, é a mencionada velocidade radial Doppler.

"Os astrônomos fizeram um grande avanço, sendo capazes de detectar planetas similares à Terra (de pequeno tamanho, massa leve e com distâncias similares às suas estrelas)", disse Eric Ford, professor de Astronomia na Universidade da Pensilvânia e que não participou do estudo.

Mahadevan disse que são necessários mais estudos para determinar quantos planetas semelhantes à Terra descobertos poderiam ser um único sinal equivocado, disse.

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