O Brasil é campeão mundial em incidência de raios, com 130 mortes por ano, mas pesquisadores esperam diminuir esses números prevendo quando e onde vão cair as descargas elétricas.
Segundo Osmar Pinto Junior, coordenador do grupo de eletricidade atmosférica do Inpe, que estuda o fenômeno há mais de 30 anos, a tendência é que o número de raios aumente no mundo.
Apesar disso, em alguns lugares onde a estiagem tem sido mais severa a incidência deve ser menor. Na região sudeste, por exemplo, o número de raios caiu pela metade no último verão, em comparação com o mesmo período do ano passado.
A pesquisa de prevenção aos raios só deve ficar pronta daqui a cinco anos. Por enquanto, 56 sensores processam informações em tempo real, à medida em que os raios vão caindo.
Enquanto não é possível prever onde os raios vão cair, é bom ficar atento: quando o céu ficar fechado, o conselho é se proteger dentro de casa ou do carro, além de não usar equipamentos eletrônicos e evitar ficar embaixo de árvores ou em locais descampados.