O "GPS cerebral", descoberta que ganhou o Nobel de Medicina de 2014, poderá ajudar a desenvolver tratamentos para o Mal de Alzheimer. A avaliação é do coordenador do Laboratório de Neurociências e Comportamento do Instituto de Biociências da USP, Gilberto Xavier.
O pesquisador brasileiro trabalhou com o cientista americano Johon O'Keefe, um dos autores do estudo, na década de 90.
Em entrevista a Milton Parron, no Ciranda da Cidade, Gilbertro Xavier esclareceu que as células descobertas pelos pesquisadores formam uma espécie de GPS do cérebro humano. E, segundo ele, é justamente a perda dessas células de localização espacial na terceira idade explica a ocorrência do mal de Alzheimer.
Especialistas acreditam que a descoberta vencedora do Nobel é o primeiro passo para que surjam novos tratamentos para a doença.