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Cientistas tentam aprimorar diagnóstico de cisto bucal

Cientistas tentam aprimorar diagnóstico de cisto bucal

Redação

13/06/2015 - 22h00
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Cientistas usaram a matemática avançada para desenvolver uma maneira mais precisa de diagnosticar cistos bucais. Com a ajuda de um programa de computador, os médicos poderão dar diagnósticos de maior exatidão, para inciar bem cedo o tratamento desse problema de saúde.

Os cistos na boca, atualmente, são diagnosticados visualmente pelo médico. “Por mais que o médico seja especialista, e por mais experiência que ele tenha, ele é humano; está sempre sujeito a falhas, explica o pesquisador João Batista Florindo.

“É muito comum o mesmo médico dar diagnósticos diferentes, dependendo do dia em que ele fez a análise”, disse Florindo, pós-doutorando do Instituto de Física de São Carlos, que executa o estudo. O exame reduzirá a possibilidade de erros.

A ideia é introduzir a imagem coletada do paciente por meio do microscópio em um software, capaz de auxiliar o médico no diagnóstico. Se essa inovação for usada na medicina, a análise poderá ser feita pelo computador ou até mesmo por um smartphone.

“Seria para o laboratório analisar, não seria no consultório do médico. É um software simples, que poderia ser operado por qualquer pessoa, não precisaria ser um especialista”, disse o cientista. Mas só um médico poderá confirmar o diagnóstico.

Os cistos bucais surgem por motivos diferentes, mas, na sua maioria, têm origem inflamatória. Existem os cistos que surgem de forma isolada. Esses podem desaparecer sozinhos e representam risco menor. Outro tipo de cisto bucal, em grupo, pode esconder doenças mais sérias, como o câncer bucal, embora em casos mais raros.

João Batista Florindo conta que a ideia surgiu com o estudo das plantas. Os cientistas fizeram um corte transversal em uma folha e observaram, no microscópio, a nervura que transporta água e nutrientes.

A planta tem estrutura em camadas, assim como a pele humana. Eles decidiram analisar a imagem do tecido justamente por camadas e não por células individualmente, como era feito anteriormente.

“Tem uma riqueza de detalhes muito grande em cada escala, que é como se fosse um zoom[meio de visualização que permite ver uma imagem o mais próximo possível]. Você observa em qualquer imagem biológica a riqueza de estruturas similares, as complexidades similares. Isso nos levou a aplicar a mesma técnica [nas plantas e nos humanos]”, explica o cientista.

A pesquisa foi realizada pelo pesquisador brasileiro com a University of Birmingham, no Reino Unido. No Brasil, o estudo está em fase inicial e pode demorar anos para que chegue à realidade dos consultórios médicos.

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