Segundo o especialista em mídia social Jamie Bartlett, em entrevista para o site alemão DW, os terroristas do Estado Islâmico podem ter se comunicado por PlayStation 4 ou por algum aplicativo de mensagens criptografadas, onde o nível de segurança do conteúdo é muito alto e os únicos que podem ler o texto são as pessoas que fazer parte daquela comunicação. Esse tipo de mensagem é, portanto, difícil de se ter acesso.
“Eu acho que é plausível que tenham usado algo parecido com o PlayStation 4 para se comunicar, se isso é uma forma segura de fazer”, opina o especialista.
As empresas estão proporcionando aos usuários mensagens cada vez mais criptografas “porque estamos preocupados que os nossos dados caiam nas mãos erradas.
Para Jamie Barlett, é preciso mudar a forma como as agências de inteligência operam. Ele afirma que elas se desenvolveram no monitoramento do tráfego em grande volume na internet. Porém, com o uso crescente desses serviços de mensagens criptografadas e de navegadores anônimos, a inteligência vai se tornando cada vez menos eficaz.
Para uma solução, “eles terão que gastar mais tempo e recursos no que você pode considerar técnicas antiquadas de infiltração de grupos e coleta de inteligência”, aconselha Barlett. Ele, ainda, afirma que a polícia e as agências de inteligência precisar ver os benefícios da criptografia.
“Há uma quantidade de cibercrime que poderia ser muito reduzida se as pessoas tomassem um cuidado melhor sobre a sua comunicação e sobre a criptografia usada em si”, conclui.