Os ransomware estão cada vez mais ganhando notoriedade entre as ciberameaças, isso porque ele se infiltra e bloqueia (criptografa) o acesso de vítimas aos arquivos pessoais – inclui documentos, vídeos e fotos. Esse ataque ocorre em segundo plano, de modo que o internauta não percebe o que está ocorrendo até que seja tarde demais. O que torna este ataque um problema é que os arquivos criptografados ficam armazenados no computador do usuário, porém inacessíveis.
Quando o ataque se concretiza, o malware informa ao usuário que arquivos foram codificados e, caso queiram recuperá-los, é preciso pagar um valor exorbitante, geralmente com bitcoins (moeda virtual). Grande parte dos usuários que sofrem o ataque não possuem conhecimento e experiência em tecnologia. Por isso, esse problema torna-se maior, pois terão que descobrir o que são as bitcoins e como obtê-las, se optem por pagar o resgate.
No Correio INFO de hoje, aprenda passo a passo como proteger os seus dados e evitar os ataques de ransomware com procedimentos que são indicados por especialistas de segurança da Kaspersky Lab.
1 Faça sempre backups regulares de seus arquivos. É altamente recomendável criar duas cópias de segurança, uma na nuvem (em serviços Dropbox ou Google Drive) e outra gravada em uma mídia física (HD externo ou em um pendrive). Importante conferir ao dispositivo “plano B” permissões de visualização ou leitura, assim ninguém terá a possibilidade de modificar ou apagar os arquivos.
2 Verifique periodicamente se o backup está funcionando. Há momentos em que a falha de uma maneira acidental pode danificar os arquivos.
3 Os cibercriminosos distribuem e-mails falsos se passando por lojas on-line ou banco para atrair o usuário a clicar em um link malicioso que distribui o malware. Este método é conhecido como phishing. Para evitá-lo, há a necessidade de melhorar as suas configurações de spam e nunca abrir um anexo enviado por um e-mail desconhecido.
4 Não confie em ninguém. Links maliciosos podem ser enviados por meio das redes sociais por amigos, colegas de trabalho ou alguns parceiros de jogos que já foram infectados de uma maneira ou de outra pelos cibercriminosos.
5 Habilite opções como “Mostrar a extensão de arquivos” nas configurações da plataforma Windows. Isso tornará bem mais fácil que se possa distinguir os arquivos potencialmente maliciosos. Como trojans são programas, o usuário deve ficar de olho em arquivos com extensões como .EXE, .vbs, e .SCR.
6 É preciso ficar atento também, pois muitos tipos de arquivos que aparentam comuns e familiares podem ser ameaças. Cibercriminosos podem fazer uso de diversas extensões para mascarar o malware em arquivos de fotos, vídeos ou um documento.
7 Atualize regularmente o seu sistema operacional, navegador e também outros programas que são utilizados de maneira imprescindível por cada um dos usuários. Os criminosos tendem a explorar vulnerabilidades com intuito de comprometer os sistemas e as atualizações vão corrigindo as brechas e falhas existentes, aumentando a segurança.
8 Caso perceba processo clandestino ou desconhecido na máquina, interrompa a conexão com a internet. Com sorte, o ransomware não teve tempo de apagar a chave de criptografia do computador, o que dá a chance de restaurar os arquivos. No entanto, vale ressaltar, que as mais novas versões de ransomwares têm conseguido infectar diversas máquinas mesmo off-line.
9 Se os arquivos estiverem criptografados, não pague o resgate, a menos que o acesso instantâneo de alguns de seus arquivos seja crítico. Todo pagamento apenas abastece esse negócio ilegal que irá prosperar no momento que pessoas forem pegas neste golpe.
10 Caso o dispositivo esteja infectado, o usuário deve tentar descobrir o nome do malware: talvez seja uma versão antiga e relativamente simples restaurar os arquivos. Os ransomware eram menos avançados anos atrás. Veja se a chave de criptografia desse ransonware está pública em www.noransom.kaspersky.com.