A Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências do Mato Grosso do Sul recebe inscrições a partir de 15 de junho. O prazo máximo para participar do evento é até 17 de agosto.
Promovida pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), em parceria com o Grupo Arandú de Tecnologias e Ensino de Ciências, a feira é voltada para estudantes do ensino fundamental e médio da região Centro-Oeste.
Neste ano serão selecionados 150 trabalhos para concorrer às categorias da competição. Os melhores projetos ganham a chance de disputar uma etapa nacional. A feira acontecerá entre 9 e 12 de novembro no Ginásio Moreninho, no campus da UFMS na Capital, aberta para o público.
Ano passado, 320 estudantes inscreveram-se e 170 propostas foram escolhidos para serem apresentadas. Estudantes de Mato Grosso do Sul já conquistaram títulos regionais e nacionais e em 2016 foram aos Estados Unidos apresentaram suas ideias.
Luiz Fernando Borges, aluno do Instituto Federal de MS (IFMS), é um desses exemplos. Ele recebeu quatro prêmios na Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel ISEF), que aconteceu em Phoenix (EUA).
O estudante de Aquidauana desenvolveu o projeto "Prendendo fantasmas em robôs: um novo método de controle e design para próteses mioelétricas transradiais e rearranjo neuronal do Mapa de Penfield para feedback tátil".
INOVAÇÃO
“O projeto todo se baseou na síndrome do membro fantasma, que acomete cerca de 70% dos amputados, fazendo com que eles ainda sintam um membro que foi perdido”, explicou Luiz.
O protótipo utiliza softwares criados para simular o membro perdido em ambiente virtual. Luiz também desenvolveu um aparelho, com elementos vibratórios de celular, que conectado ao corpo do voluntário, faz com que o amputado volte a sentir o membro perdido.
O próximo passo é o desenvolvimento de um antebraço robótico, feito com tecnologia 3D, que será apresentado pela primeira vez na feira nos Estados Unidos.
“Este conta com sensores de força e temperatura que captam o contato da prótese com objetos, e reproduzem o sentido do toque, com padrões vibratórios criando uma ilusão de que os estímulos estão sendo efetuados em seu membro perdido”, detalhou o estudante.