Tecnologia

CIÊNCIA

Laboratório no Estado busca RG do veneno de cobras locais

Pesquisas tentam descentralizar produção de antiveneno

Redação

26/12/2016 - 06h00

Os efeitos do veneno da mesma espécie de cobra variam conforme o ambiente. A descoberta dessa dinamicidade suscitou a preocupação de pesquisadores em produzir soros antiofídicos regionalizados.

Em Mato Grosso do Sul, há um biotério (viveiro onde se conservam animais para experimento científico ou produção de vacinas e soros), instalado na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em Campo Grande, que desenvolve pesquisas para produzir antivenenos eficientes contra mordidas das cobras locais. 

Essa atenção científica é algo relativamente recente. Em meados de 2006, o Instituto Butantan precisava do veneno de Micrurus frontalis, uma das 32 espécies da cobra coral-verdadeira no Brasil, para produção de soro antiofídico contra a mordida do réptil. Um viveiro de Porto Alegre-RS mandou o veneno, mas a amostra não batia com a identificação do Butantan. O peso molecular era diferente.

A descoberta originou a Rede Nacional de Informação, Diálogo e Cooperação Acerca dos Animais Peçonhentos, ou simplesmente Rede Vital para o Brasil, sugerida pelo Instituto Vital Brazil, de Niterói-RJ.

O laboratório é um dos quatro locais do País autorizados a produzir antiveneno de cobras peçonhentas — Instituto Butantan, em São Paulo-SP, Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte-MG, e Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI), em Curitiba-PR, são os outros três.

*Leia reportagem, de Jones Mário, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

 

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