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Horizon Zero Dawn pode ser o game do ano

Horizon Zero Dawn pode ser o game do ano

Redação

19/03/2017 - 23h00

Desenvolver enredos que cativem o público gamer não é tarefa fácil hoje em dia. Aliás, nunca foi. Seja por serem muito simplistas ou exageradamente complexos, vários jogos se perdem, por não acertar o ponto de equilíbrio entre algo que não confunda o jogador e uma estrutura que não o faça perder o interesse com apenas 30 minutos de jogatina.

Horizon Zero Dawn, exclusivo para PS4,encontrou em cheio esta harmonia. Com John Gonzalez (escritor de Fallout: New Vegas e Middle Earth: Shadow of Mordor) responsável pelo enredo, é fácil entender a criatividade do roteiro.

Contextualizado em um futuro pós-apocalíptico, o game nos transporta para um mundo que já viveu o ápice tecnológico, mas agora se vê diante um presente no qual a natureza retomou o seu espaço na Terra, e a humanidade se reduziu a núcleos tribais. Neles, homens e mulheres tentam viver em harmonia com os resquícios deste misterioso passado: uma diversificada fauna cibernética que habita praticamente todo esse novo-velho mundo. E nesse choque secular, surge nossa protagonista, Aloy.

Exilada de sua tribo ao nascer, ela precisa descobrir a razão de seu ostracismo, como também entender o porquê das máquinas animalescas terem sido “corrompidas” de uma hora para a outra. Na empreitada, provar o seu valor como legítima guerreira e salvar o seu mundo dessa cadeia robótica “infectada” são algumas das principais missões.

Mas embora pareça algo de outro mundo – o que realmente é –, a forma como toda a estrutura do enredo é narrada ao jogador, facilita a compreensão do jogo. Talvez os primeiros minutos provoquem estranheza, mas isso logo passa. Ao compreender a dinâmica histórica de Horizon Zero Dawn, será difícil não se interessar por cada traço da trama, com o intuito de solucionar os mistérios que envolvem a história.

Admirável mundo novo
No choque entre passado e presente (que para nós estaria mais para futuro e passado, respectivamente) Horizon Zero Dawn mostra a sua principal cartada. Entender o porquê desse contexto nos faz querer encerrar o jogo o quanto antes. Ou no mínimo, interagir nesse imenso universo, rico em detalhes e belas paisagens que fazem a alegria daqueles que prezam por qualidade visual.

O bacana é notar o quanto a fauna robótica está em sintonia com as diversas regiões do game. Como são semelhantes a animais – e agem como tais – as máquinas vivem nas localidades mais apropriadas para o seu tipo específico. Assim, jacarés metálicos são vistos em rios, enquanto alces cibernéticos podem ser encontrados em campinas ou regiões gélidas. E esta mesma dinâmica segue pelas dezenas de variações que foram desenvolvidas para o game – que variam de touros a gigantescos dinossauros, passando por diversos outros modelos, seja na água, na terra ou até mesmo no céu. Cada um com suas particularidades.

 

 

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