Ex-capitão do Flamengo, Léo Moura relembrou a convivência com o goleiro Bruno durante o período em que os dois defendiam o clube carioca. Condenado a mais de 22 anos de prisão pelo homicídio de Eliza Samudio, o ex-jogador era visto pelos companheiros como alguém tranquilo no dia a dia, embora apresentasse mudanças de humor em algumas situações.
Em entrevista ao Pod Boa, Léo Moura afirmou que Bruno alternava momentos de descontração com períodos em que preferia ficar mais reservado. Segundo o ex-lateral, apesar dessas mudanças de comportamento, o goleiro mantinha uma relação positiva com os demais integrantes do elenco.
Momentos de irritação do ex-goleiro foram lembrados por Léo Moura
Durante a convivência no Flamengo, Léo Moura também relatou ter presenciado momentos em que Bruno demonstrava irritação ao falar sobre Eliza. O ex-capitão contou que costumava viajar próximo ao goleiro no ônibus da equipe e, em algumas ocasiões, ouvia conversas telefônicas nas quais Bruno reclamava da presença dela nas concentrações.
A prisão de Bruno, porém, surpreendeu o elenco rubro-negro. De acordo com Léo Moura, o comportamento apresentado pelo goleiro no cotidiano do clube não levantava suspeitas entre os companheiros. Por isso, a notícia provocou forte impacto dentro do grupo.
“Ninguém nunca percebeu nada, e olha que a gente estava no dia a dia com o cara”, relatou o ex-jogador ao recordar a reação dos atletas. Léo Moura também contou que prestou depoimento posteriormente e ficou abalado ao encontrar Bruno algemado durante a ocasião.
Anos depois, Bruno voltou a ter problemas com a Justiça. Em maio, ele foi detido novamente em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, após descumprir condições estabelecidas para o cumprimento da pena. Com a decisão, o ex-goleiro retornou ao regime fechado e poderá permanecer preso até 2031, quando termina a pena determinada pela Justiça.