A Copa do Mundo de 2026 tem colocado as grandes fornecedoras esportivas sob os holofotes não apenas pelo desempenho das seleções, mas também por situações inusitadas envolvendo os uniformes dentro de campo. Entre elas, um episódio recente com o atacante Pedro Neto, durante o confronto entre Portugal e Espanha nas oitavas de final, chamou atenção ao ter a chuteira rasgada em um lance de disputa. O caso ganhou repercussão porque o jogador já tem o hábito de personalizar o calçado com cortes na região do tendão de Aquiles, o que levantou discussões sobre desgaste e adaptação dos materiais.
O episódio, no entanto, se soma a um cenário mais amplo de questionamentos sobre a resistência dos equipamentos utilizados no Mundial. Nas últimas semanas, a Puma virou alvo de críticas após uma sequência de casos em que camisas de diferentes seleções se rasgaram ainda nas primeiras partidas da fase de grupos. Situações semelhantes envolveram jogadores de equipes como República Tcheca, Paraguai, Egito, Gana e Marrocos, reacendendo o debate sobre a durabilidade dos uniformes.
A própria fabricante alemã se posicionou oficialmente, defendendo a tecnologia aplicada nos modelos. Segundo a empresa, os uniformes foram desenvolvidos com foco em leveza, ventilação e desempenho em condições de calor intenso, características consideradas essenciais para o torneio disputado na América do Norte. A Puma também afirmou que o futebol de alto nível envolve contato físico extremo, o que pode ocasionar danos mesmo em materiais de última geração, sem impacto direto no rendimento dos atletas.
Fora das 4 linhas, Adidas parece levar a melhor em relação a materiais esportivos vinculados a Copa do Mundo de 2026. Um outro destaque se dá pelas camisas da seleção do México, que foram as mais vendidas pela marca até o momento. As camisas da Seleção Brasileira foram as mais comercializadas no mundo, com a Nike vendendo mais de 29,5 milhões de unidades. A seleção de Portugal foi eliminada nas oitavas após ser derrotada pela Espanha por 1 a 0.
