A Fórmula 1 foi construída ao longo da história com grandes rivalidades e uma delas envolvendo a dupla Michael Schumacher e Damon Hill, principalmente entre os anos de 1994 a 1996. Falando sobre o britânico, campeão pela Williams, um elogio foi direcionado para Lewis Hamilton. Além disso, uma possível troca entre Piastri e Verstappen motivou declaração.
Após enfrentar dificuldades em sua temporada de estreia pela Ferrari, em 2025, Lewis Hamilton voltou a figurar entre os protagonistas da Fórmula 1 em 2026. A reação do heptacampeão mundial foi destacada por Damon Hill, campeão da categoria em 1996, que elogiou a capacidade do britânico de se reinventar e retornar ao mais alto nível de competitividade.
Na pausa de verão da temporada, Hamilton ocupa a segunda colocação no Mundial de Pilotos, atrás apenas de Kimi Antonelli. O piloto da Ferrari também aparece à frente de George Russell na classificação e abriu 31 pontos de vantagem sobre o companheiro Charles Leclerc, que vive uma campanha abaixo do esperado.
Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1, Damon Hill afirmou que nunca duvidou da recuperação de Hamilton e destacou o espírito competitivo que sempre marcou a carreira do piloto.
“O melhor de Lewis sempre acaba aparecendo. Ele é um competidor nato e quer vencer em tudo o que faz. Não faz parte da personalidade dele simplesmente aceitar uma situação desfavorável. Ficou evidente que trabalhou muito durante o inverno, tanto na preparação quanto na forma como queria que a Ferrari evoluísse”, comentou o ex-piloto.
Para Hill, o trabalho realizado por Hamilton antes do início da temporada foi muito além da adaptação à nova equipe. O campeão de 1996 acredita que o britânico utilizou sua vasta experiência para influenciar diretamente o desenvolvimento do carro, buscando um acerto mais adequado ao seu estilo de pilotagem.
Segundo o ex-piloto, a Ferrari fez um investimento significativo para contar com Hamilton e, por isso, era natural que o heptacampeão assumisse uma postura ativa no projeto técnico da equipe.
“Eles o contrataram justamente pelo que ele representa. Hamilton não chegou para apenas seguir os processos existentes. Ele mostrou como gosta de trabalhar e buscou fazer a equipe desenvolver o carro dentro dessa filosofia. Com a reputação e a carreira que construiu, ele tem todo o direito de agir dessa forma”, concluiu Damon Hill.
Campeão do mundo acredita que McLaren não deve trocar Piastri por Verstappen
Mika Hakkinen acredita que a McLaren não deve alterar sua atual dupla de pilotos para tentar contratar Max Verstappen. Para o bicampeão mundial de Fórmula 1, a equipe britânica já possui uma estrutura sólida e arriscar esse equilíbrio poderia comprometer o trabalho construído nas últimas temporadas.
Durante participação no podcast Up to Speed, o ex-piloto destacou que o sucesso da McLaren está baseado no desempenho coletivo, e não apenas no talento individual de seus pilotos. Na visão do finlandês, manter a estabilidade dentro da equipe é essencial para seguir competitiva a longo prazo.
Segundo Hakkinen, a filosofia da McLaren sempre foi priorizar o conjunto da organização. “Não existe apenas o Max Verstappen. Há muitos pilotos talentosos, mas, pelo que observo, a McLaren sempre busca fortalecer toda a equipe, porque esse é o caminho para alcançar resultados consistentes”, afirmou.
O ex-piloto também ressaltou que mudanças desnecessárias podem gerar riscos ao ambiente interno. Para ele, substituir um dos atuais titulares faria a equipe perder parte da harmonia que ajudou a construir sua competitividade.
“Se dependesse de mim, eu reduziria ao máximo esse risco. Quando você já conta com dois grandes pilotos, por que mudar? Uma alteração desse tipo pode afetar o espírito de equipe que foi criado”, explicou.
Hakkinen ainda usou sua própria trajetória na Fórmula 1 como exemplo da importância da continuidade. O finlandês lembrou que passou muitos anos competindo pela McLaren ao lado do mesmo companheiro de equipe, experiência que, segundo ele, contribuiu para fortalecer o ambiente interno e favorecer o desempenho da escuderia.
Para o bicampeão mundial, preservar uma parceria bem-sucedida costuma ser mais vantajoso do que promover mudanças apenas pelo impacto de contratar um grande nome, mesmo quando esse nome é Max Verstappen.