Andrea Kimi Antonelli chega as férias da Fórmula 1 na liderança do campeonato mundial. Mas, se a vida dentro das pistas está muito boa, fora dela as coisas não estão tão fáceis, com direito a processo na justiça e uma ameaça vinda do próprio chefe.
Líder do Campeonato Mundial de Fórmula 1, Kimi Antonelli passou a enfrentar uma disputa fora das pistas. O piloto da Mercedes é alvo de uma ação judicial movida por seu ex-empresário, Giovanni Minardi, que cobra uma indenização milionária por supostos valores não pagos após o encerramento da relação profissional entre as partes.
Segundo informações divulgadas pela imprensa italiana, o processo foi protocolado no Tribunal de Bolonha antes do Grande Prêmio da Hungria.
A ação envolve alegações de pagamentos pendentes e uma compensação financeira prevista no contrato de gestão firmado entre Minardi e Antonelli antes da estreia do italiano na Fórmula 1, em 2025.
Filho de Giancarlo Minardi, fundador da antiga equipe Minardi na Fórmula 1, Giovanni acompanhou a carreira de Antonelli desde os primeiros passos no automobilismo.
O piloto passou a integrar a Minardi Management em 2014 e, ainda aos 11 anos, participou de um teste organizado pela empresa para tentar ingressar na academia da Ferrari.
Na ocasião, a escuderia italiana optou por não incorporá-lo ao programa de jovens pilotos por considerá-lo muito novo. Anos depois, em 2018, Antonelli passou a integrar a academia da Mercedes, iniciando uma nova etapa em sua trajetória.
Com a transferência para o programa da Mercedes, Antonelli deixou de ser representado por Giovanni Minardi e passou a ter sua carreira administrada por Toto Wolff, chefe da equipe alemã.
Essa mudança está no centro do processo judicial. De acordo com a imprensa italiana, Minardi sustenta que não recebeu a compensação prevista pelo encerramento do contrato de gestão. As partes seguem distantes de um acordo, e os valores envolvidos chegariam à casa de vários milhões.
Antonelli pode sofrer medidas rigorosas dentro da Mercedes
Toto Wolff afirmou que a Mercedes não permitirá que uma disputa interna pelo título da Fórmula 1 volte a gerar os conflitos vividos nos tempos de Lewis Hamilton e Nico Rosberg. O chefe da equipe garantiu que adotará medidas rigorosas caso Kimi Antonelli ou George Russell coloquem os interesses individuais acima do desempenho do time.
Pela primeira vez desde a conquista do título por Rosberg, em 2016, a Mercedes volta a ter dois pilotos diretamente envolvidos na luta pelo campeonato. Antonelli lidera a classificação com uma vantagem de 59 pontos sobre Russell, enquanto Hamilton, agora piloto da Ferrari, aparece entre os dois na tabela.
Questionado pelo portal RacingNews365 sobre a possibilidade de reviver o clima de tensão que marcou a relação entre Hamilton e Rosberg entre 2014 e 2016, Wolff foi enfático ao descartar qualquer repetição daquele cenário, a ponto de uma ameaça envolvendo seus pilotos.
O dirigente afirmou que não permitirá que uma rivalidade interna comprometa o ambiente da equipe e destacou que aprendeu com os problemas enfrentados no passado. ,
Segundo ele, caso algum piloto ultrapasse os limites e coloque o coletivo em risco, a resposta será imediata, chegando até mesmo à exclusão do competidor do time.
A declaração reforça a política adotada pela Mercedes desde o fim da era Hamilton-Rosberg. Nos últimos anos, Wolff tem defendido uma gestão mais rígida das relações entre os pilotos, priorizando a harmonia dentro da equipe e evitando conflitos que possam prejudicar o desempenho esportivo.
Apesar da liderança confortável de Antonelli no campeonato, o chefe da Mercedes acredita que a disputa poderia estar muito mais equilibrada. Na avaliação do dirigente, George Russell perdeu pontos importantes ao longo da temporada por causa de problemas mecânicos e episódios fora do controle do piloto.
Wolff voltou a demonstrar insatisfação após o Grande Prêmio da Hungria, quando Russell enfrentou uma falha no sistema anti-stall logo na largada. O problema fez o britânico cair para o fim do pelotão, comprometendo completamente sua corrida.
O piloto conseguiu se recuperar parcialmente e cruzou a linha de chegada na sétima colocação, mas viu Antonelli terminar no pódio e ampliar ainda mais a vantagem na liderança do Mundial.
Para Wolff, situações como a ocorrida em Budapeste são inaceitáveis e precisam ser corrigidas rapidamente para que Russell tenha condições de disputar o campeonato em igualdade de condições com o companheiro de equipe.