A saída de Sebastián Beccacece do comando da Seleção do Equador, oficializada na madrugada desta quarta-feira (1) após a eliminação para o México na segunda fase da Copa do Mundo, repercutiu imediatamente no futebol brasileiro. O treinador argentino, que recebia cerca de R$ 1 milhão por mês, teve o fim de seu vínculo decretado após a derrota por 2 a 0. Livre no mercado, o nome do técnico passa a ser especulado em clubes do Brasil.
O término do contrato de Beccacece já estava previsto para depois do fim do Mundial. Em pronunciamento oficial, o comandante lamentou não ter alcançado a meta de realizar a melhor campanha da história do país no torneio, mas fez questão de agradecer aos atletas e à federação pelo ciclo. O técnico destacou o legado construído desde que assumiu o cargo, desejando sorte aos próximos profissionais que assumirem a equipe.

“É uma noite triste para todo o povo equatoriano. Tínhamos uma grande ilusão, uma grande expectativa. Quando começamos havia pouca esperança, pouca luz. Chegamos e melhoramos o que acontecia”, declarou. Contratado em agosto de 2024, o argentino chegou ao Mundial respaldado por uma excelente campanha nas Eliminatórias da América do Sul, onde classificou o Equador na vice-liderança, atrás apenas da Argentina.
Beccacece deixa o Equador e pode desembarcar no Brasil
A seleção equatoriana também ostentava uma expressiva marca de 19 partidas de invencibilidade antes da estreia na Copa. No entanto, o desempenho irregular na fase de grupos do torneio desgastou a relação com a torcida e precipitou o fim da linha. A equipe perdeu para a Costa do Marfim na estreia por 1 a 0 e empatou por 0 a 0 com Curaçao. No entanto, conseguiu a classificação com uma grande virada sobre a Alemanha por 2 a 1.
Com a demissão confirmada, o técnico deve definir seu futuro profissional após um período de descanso pós-Mundial. Para o futebol brasileiro, a disponibilidade de um nome de primeira linha no mercado sul-americano tende a acelerar as trocas de comando em equipes sob pressão por resultados. Além disso, o patamar salarial de R$ 1 milhão por mês é compatível com a realidade da maioria das equipes.
