A participação de Isack Hadjar no Grande Prêmio da Espanha, marcado para os dias 11 a 13 de setembro, é considerada improvável e com isso o piloto perderia lugar na Red Bull, para a corrida na capital espanhola. O piloto francês ainda se recupera de uma pequena fratura no pulso sofrida durante o recesso de verão da Fórmula 1 e não recebeu liberação para voltar às pistas.
Hadjar já havia sido afastado do Grande Prêmio da Holanda, em Zandvoort, por precaução. Como a lesão ainda não estava completamente cicatrizada, o piloto também ficou fora do GP da Itália, em Monza. Com isso, Liam Lawson voltou a ser chamado para correr ao lado de Max Verstappen, enquanto Yuki Tsunoda assumiu novamente o lugar de Lawson na Racing Bulls.
Em entrevista ao Canal+, Laurent Mekies, chefe da Red Bull, afirmou que Hadjar está bem, mas ressaltou que a prioridade é garantir uma recuperação completa antes de permitir seu retorno: “Isack está bem. Ele não pode pilotar hoje, então não vou dizer que está feliz, porque não está.”
Mekies também destacou que não existe necessidade de correr riscos com o jovem piloto, que vem tendo um início de temporada positivo. Segundo o dirigente, Hadjar só deverá voltar ao cockpit quando estiver 100% recuperado e sem qualquer risco para sua carreira.
Retorno em Madri é considerado difícil
O curto intervalo até o Grande Prêmio da Espanha aumenta as dúvidas sobre a participação do francês. Mekies explicou que a equipe fará uma nova avaliação médica, mas admitiu que a presença de Hadjar em Madri é pouco provável.
A Red Bull pretende analisar a situação corrida a corrida, levando em consideração os exames médicos e a própria percepção do piloto sobre sua condição física. “O ponto crucial é que ele só retorne quando estiver 100% apto e não houver risco para sua carreira futura”, reforçou Mekies.
Apesar do momento delicado fisicamente, Hadjar recebeu uma boa notícia na sexta-feira. A Corte Internacional de Apelações da FIA aceitou os recursos apresentados por McLaren e Red Bull relacionados à classificação do Grande Prêmio de Mônaco.
Com a decisão, o francês recuperou o terceiro lugar na corrida, garantindo seu primeiro pódio pela Red Bull e o segundo de sua carreira na Fórmula 1. O primeiro havia sido conquistado no GP da Holanda de 2025, quando ainda defendia a Racing Bulls.