A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definiu os objetivos para o próximo ciclo da Seleção Brasileira após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo. Em reunião de planejamento realizada nesta semana, a entidade estabeleceu como principais metas a conquista da Copa América de 2028 e a liderança das Eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial de 2030. Carlo Ancelotti seguirá no comando da equipe e ainda receberá um aumento salarial de 20%.
O encontro foi liderado pelo presidente da CBF, Samir Xaud, e contou com a participação de vice-presidentes, diretores da entidade, presidentes de federações estaduais e do coordenador executivo das seleções masculinas, Rodrigo Caetano. Durante a reunião, foi apresentado um balanço do trabalho de Ancelotti, destacando o planejamento dos amistosos contra adversários de diferentes estilos e a integração entre as seleções de base e a equipe principal.

Mesmo após a eliminação precoce para a Noruega, a CBF avaliou positivamente parte do processo de renovação da equipe. Segundo a entidade, 23 dos 26 jogadores convocados para a Copa do Mundo passaram pelas categorias de base da Seleção. “Viramos uma página e agora voltamos o foco para o Mundial Feminino, além do ciclo para 2030”, destacou Samir Xaud.
Ancelotti ganha aumento da CBF e vai para o próximo ciclo
Além da manutenção no cargo, Carlo Ancelotti terá uma valorização financeira significativa. O treinador italiano, que já era o técnico mais bem remunerado entre os participantes da Copa do Mundo, passará a receber R$ 6 milhões por mês. O salário anterior era de R$ 5 milhões mensais e o novo contrato terá validade até 2030.
A renovação do vínculo e o reajuste salarial demonstram que a entidade pretende manter estabilidade no comando técnico, mesmo após uma das campanhas mais decepcionantes da história recente da Seleção Brasileira. Agora, a expectativa da CBF é reconstruir a equipe para voltar a disputar títulos continentais e chegar ao Mundial de 2030 em condições de brigar pelo hexacampeonato.