A Carteira de Trabalho Digital passou a ser o principal documento para registro das relações de emprego no Brasil. Desde 2019, a emissão da versão física foi encerrada para a maioria dos trabalhadores. Atualmente, as admissões são registradas diretamente pelos sistemas oficiais do Governo.
Com a mudança, o CPF passou a funcionar como identificação da Carteira de Trabalho Digital. As empresas utilizam o eSocial para informar contratações, alterações contratuais e desligamentos. Assim, o trabalhador não precisa mais apresentar a carteira em papel durante uma nova admissão.
Versão digital concentra informações profissionais
A Carteira de Trabalho Digital reúne praticamente todo o histórico profissional em um único ambiente. Pelo aplicativo ou pela versão disponível na internet, é possível consultar vínculos empregatícios e salários registrados. O sistema também apresenta férias, alterações contratuais e outras anotações.
O acesso é gratuito e pode ser realizado por meio de uma conta Gov.br. Basta fazer login utilizando o CPF para visualizar as informações disponíveis. O serviço pode ser utilizado tanto pelo computador quanto por dispositivos móveis.
As atualizações acontecem com base nos dados enviados pelos empregadores ao eSocial. Dessa forma, muitos registros passam a aparecer automaticamente na plataforma. Isso facilita o acompanhamento da vida profissional pelos trabalhadores.
Documento físico continua tendo utilidade
Apesar da modernização, a Carteira de Trabalho em papel não deve ser descartada. O documento ainda pode ser necessário para comprovar vínculos empregatícios anteriores a setembro de 2019. Em alguns casos, essas informações podem não estar totalmente disponíveis na base digital.
A versão física também pode ser utilizada em processos judiciais, regularização de dados e outras situações específicas. Alguns órgãos públicos e instituições ainda podem solicitar o documento. Ele também serve como alternativa quando o trabalhador enfrenta dificuldades para acessar os serviços digitais.