A Seleção Brasileira chega às oitavas de final da Copa do Mundo precisando superar um histórico de lesões no elenco comandado por Carlo Ancelotti. A baixa mais recente é o meia Lucas Paquetá, que sofreu uma grave lesão na coxa esquerda após a vitória por 2 a 1 sobre o Japão. Com o novo desfalque, o treinador perde o sexto jogador considerado titular ou peça frequente no ciclo do Mundial.
O meia se junta a uma extensa lista de desfalques de peso que comprometeu diferentes setores do time antes e durante a competição. O Brasil já havia perdido os atacantes Estêvão e Rodrygo, o zagueiro Éder Militão e o lateral Wesley, além do ponta Raphinha, que se lesionou na fase de grupos. A sequência forçada de cortes obrigou a comissão técnica a improvisar soluções justamente antes do confronto eliminatório contra a Noruega, em Nova Jersey, no próximo domingo (5).

A situação de Paquetá repete o roteiro de outros atletas que viram o sonho do Mundial ser abreviado. Avaliações iniciais indicam que o meia dificilmente terá condições de voltar a atuar no torneio, exceto em uma hipotética final marcada para o dia 19 de julho. O drama começou antes da convocação com Estêvão, que sofreu ruptura muscular de grau 4, e com Militão, que precisou passar por cirurgia após lesionar o tendão do bíceps femoral.
Seleção Brasileira sofre mais uma lesão no elenco
Já durante o período de preparação nos Estados Unidos, o lateral-direito Wesley sofreu uma lesão de grau 3 no adutor da coxa durante amistoso contra o Egito e acabou cortado, abrindo vaga para o volante Éderson. Posteriormente, na fase de grupos, Raphinha sentiu a coxa direita diante do Haiti e desfalcou a equipe nos duelos seguintes.
A repetição de lesões idênticas na região da coxa liga o sinal de alerta sobre a preparação física e o calendário desgastante enfrentado pelos atletas na Europa e no Brasil. O elenco agora tenta se blindar psicologicamente para focar na sequência da fase de mata-mata da Copa do Mundo. Para avançar rumo ao hexacampeonato, a Seleção Brasileira terá que provar a força de seu banco de reservas.
