Acompanhar os principais eventos do automobilismo é o sonho de muito amante da velocidade. Se você faz parte desse “time”, temos uma boa notícia, com uma nova opção surgindo através da Disney. Já a Red Bull define metas, e quer evitar marca vergonhosa na Fórmula 1 em 2026.
Começamos pela Fórmula E, que será transmitida pelo Disney+ em 144 locais a partir da temporada 2026/27. O acordo plurianual foi anunciado em conjunto pela categoria, Disney+ e ESPN e representa uma das maiores movimentações de transmissão da história do campeonato mundial de carros elétricos.
O contrato prevê cobertura completa de todos os fins de semana da Fórmula E, incluindo treinos livres, classificação e corridas ao vivo. Os assinantes também terão acesso a programas especiais de pré e pós-corrida, melhores momentos, análises, conteúdos exclusivos dos bastidores e reprises completas das provas sob demanda.
A novidade chega justamente com o início da era GEN4, que apresentará o carro de corrida elétrico mais rápido e avançado tecnologicamente já desenvolvido pela Fórmula E. O novo monoposto terá 600 kW de potência, o equivalente a mais de 815 cv, e será capaz de acelerar de 0 a 96 km/h em aproximadamente 1,8 segundo — cerca de 30% mais rápido que um carro de Fórmula 1.
A temporada 2026/27 contará com 21 corridas em 13 cidades. O campeonato começará em Jeddah, na Arábia Saudita, em 18 de dezembro de 2026, e será encerrado em Tóquio, no Japão, em 25 de julho de 2027.
Para o CEO da Fórmula E, Jeff Dodds, a parceria com a Disney representa um momento decisivo para a categoria e ajudará a levar o automobilismo elétrico a milhões de novos fãs em todo o mundo.
O diretor técnico da Red Bull, Pierre Waché, garantiu que a equipe mantém suas ambições para a temporada de Fórmula 1, apesar do desempenho abaixo do esperado na primeira metade do campeonato. Segundo o francês, a principal meta da escuderia continua sendo transformar o RB22 em um carro capaz de disputar e vencer corridas.
A declaração foi dada durante o Grande Prêmio da Hungria, onde Max Verstappen terminou na segunda colocação e conquistou o melhor resultado da Red Bull na temporada pela segunda vez.
Waché revelou que a equipe possui um plano de desenvolvimento que será executado até o fim do ano, com o objetivo de evitar uma temporada sem vitórias — algo que não acontece desde 2015 e que seria triste tratando-se de uma equipe tão vencedora nos últimos anos.
A Red Bull enfrentou diversos problemas com os regulamentos de 2026. O RB22 apresentou dificuldades de equilíbrio, uma janela de funcionamento bastante limitada, excesso de peso e problemas de confiabilidade na unidade de potência, que chegaram a provocar abandonos de Verstappen e Isack Hadjar.
A equipe também precisou solucionar um problema oculto no sistema de direção, que prejudicava a sensibilidade dos pilotos nas primeiras voltas das corridas.
Mesmo após corrigir parte dessas dificuldades, a Red Bull ainda aparece atrás de Mercedes, Ferrari e McLaren em desempenho geral. Após 11 etapas, a equipe ainda não venceu uma corrida, enquanto Verstappen corre o risco de terminar a temporada sem triunfos pela primeira vez desde seu ano de estreia na Fórmula 1, em 2015.
Apesar do cenário, Waché afirmou que a equipe seguirá trabalhando no desenvolvimento do RB22 até o fim do campeonato. “Nosso objetivo este ano é conquistar vitórias. Estamos tentando melhorar o carro e temos um plano de desenvolvimento até o final do ano”, afirmou o diretor técnico.
Segundo ele, algumas limitações impostas pelo regulamento dificultam a evolução, mas a Red Bull fará tudo o que estiver ao alcance para colocar o carro novamente no topo, seja com Verstappen ou Isack Hadjar.