A Fórmula 1 é reconhecidamente um esporte que envolve milhões e até bilhões; com grandes pilotos atuando por equipes gigantes. Uma prova da magnitude da modalidade, surgiu com a revelação de uma proposta bilionária por um dos times presentes no atual grid. Além disso, chegou uma importante informação envolvendo o futuro do veterano Fernando Alonso.
A equipe Alpine pode estar prestes a alcançar uma valorização recorde na Fórmula 1. Segundo revelou Flavio Briatore, a Renault recebeu uma proposta pela participação de 24% atualmente pertencente à Otro Capital, em um negócio que avalia a escuderia de Enstone em cerca de US$ 3,5 bilhões (R$ 17,9 bilhões).
A Otro Capital adquiriu essa fatia da equipe em 2023 por US$ 200 milhões, quando a Alpine era estimada em aproximadamente US$ 900 milhões. Desde então, o crescimento financeiro da categoria e a valorização das equipes elevaram significativamente o preço de mercado da escuderia francesa.
— BWT Alpine Formula One Team (@AlpineF1Team) August 5, 2026
Avaliação da equipe francesa supera projeção anterior, mostrando a força da Fórmula 1
Durante entrevista ao programa In Conversation With…, do The Race Business, Briatore afirmou que a avaliação atual supera até mesmo a estimativa de US$ 2,45 bilhões divulgada pela Forbes.
Segundo o dirigente, uma das propostas recebidas pela fatia da Otro indica um valor de cerca de US$ 3,2 bilhões para a equipe, enquanto a Renault trabalha internamente com uma avaliação próxima de US$ 3,5 bilhões.
Em tom descontraído, Briatore chegou a brincar sobre o assunto. “Se a equipe fosse minha, eu já teria vendido“, comentou, destacando o momento de forte valorização das equipes da Fórmula 1.
Apesar do interesse de investidores, a venda da participação ainda enfrenta obstáculos. Documentos registrados no Reino Unido indicam que a Otro Capital não pode negociar livremente sua participação antes de setembro de 2026, já que a Renault possui direito de aprovação sobre qualquer operação envolvendo as ações até esse período.
Um dos nomes ligados ao negócio é o ex-chefe da Red Bull, Christian Horner, apontado como interessado em adquirir uma participação na Alpine. No entanto, Briatore ressaltou que a decisão cabe exclusivamente à Renault e minimizou o impacto de uma eventual troca de investidores para o funcionamento da equipe.
Segundo ele, o parceiro ideal deve contribuir não apenas financeiramente, mas também agregar conhecimento tecnológico e estratégico ao projeto esportivo. Ainda assim, o dirigente acredita que dificilmente alguém investirá centenas de milhões de dólares por uma participação minoritária sem o alinhamento da controladora.
A posição da Renault também permanece clara. O CEO do grupo, François Provost, afirmou anteriormente que não existem negociações com Christian Horner e reforçou que a intenção da montadora é manter o controle da Alpine.
Segundo o executivo, a equipe seguirá como um projeto estratégico da empresa, independentemente de quem venha a substituir a Otro Capital como acionista minoritária.
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— BWT Alpine Formula One Team (@AlpineF1Team) July 29, 2026
Poderoso nome da Aston Martin acredita na permanência de Fernando Alonso
O futuro de Fernando Alonso na Fórmula 1 segue indefinido, mas Adrian Newey acredita que o espanhol permanecerá na Aston Martin em 2027. O atual contrato do bicampeão mundial termina ao fim da temporada de 2026, e o próprio piloto já afirmou que tomará uma decisão sobre a continuidade da carreira após o recesso de verão da categoria.
Apesar das incertezas, Newey demonstrou confiança na permanência de Alonso. Segundo o dirigente e sócio técnico da Aston Martin, o espanhol segue desempenhando um papel fundamental dentro da equipe, tanto pelo talento ao volante quanto pela qualidade das análises técnicas fornecidas aos engenheiros.
“Fernando é um piloto extraordinário. Ele contribui muito para a equipe com seu feedback e sua capacidade de pilotagem. Estamos bastante confiantes de que ele está feliz conosco e de que continuaremos trabalhando juntos”, afirmou Newey.
A temporada de 2026, entretanto, não começou da forma esperada para a Aston Martin. Problemas no chassi e na unidade de potência provocaram fortes vibrações no AMR26, dificultando o desempenho de Alonso e Lance Stroll nas primeiras etapas do campeonato.
Desde então, a equipe intensificou o desenvolvimento do carro em parceria com a Honda. No Grande Prêmio da Hungria, a Aston Martin estreou um amplo pacote de atualizações, composto por 16 novos componentes, enquanto a fabricante japonesa prepara uma evolução do motor prevista para o GP da Holanda, logo após a pausa de verão.
Os primeiros sinais de evolução já apareceram em Budapeste, onde Alonso conseguiu avançar ao Q2 pela primeira vez na temporada. Mesmo assim, o espanhol acredita que ainda há um longo caminho até que a equipe alcance o nível dos principais concorrentes do grid.
Confiante no projeto liderado por Adrian Newey, Alonso afirmou que não tem dúvidas de que a Aston Martin poderá construir um dos carros mais competitivos da Fórmula 1 nos próximos anos. Ele também demonstrou confiança na capacidade da Honda de solucionar os problemas enfrentados pela nova unidade de potência.
Apesar do otimismo em relação ao futuro da equipe, o piloto de 45 anos deixou claro que sua decisão sobre seguir ou não na categoria não dependerá exclusivamente da competitividade do carro. Segundo Alonso, o fator determinante será a motivação pessoal e a sensação de adrenalina proporcionada pela Fórmula 1.
“Estou motivado, me sinto bem fisicamente e penso no próximo ano e nos seguintes. Mas preciso continuar aproveitando o que faço. Hoje, a experiência ao volante já não me proporciona a mesma adrenalina de antes. Essa é a principal questão que preciso avaliar. Não é uma decisão baseada na competitividade da Aston Martin, e sim no prazer que ainda sinto ao correr”, concluiu o espanhol.