Max Verstappen é um dos grandes nomes já na história da Fórmula 1, com quatro títulos mundiais conquistados, números que impressionam, além é claro de salários de encher os olhos. Mas, curiosamente essa não foi a vida vivida por seu pai, Jos Verstappen, durante seu período na principal categoria do automobilismo mundial.
Primeiro vamos falar do filho, afinal no topo da lista dos mais bem pagos da Fórmula 1 em 2026, está Max Verstappen. O tetracampeão mundial recebe um salário anual de US$ 70 milhões da Red Bull, em contrato válido até 2028.
Logo atrás está Lewis Hamilton, que embolsa US$ 60 milhões por temporada na Ferrari. Somando bonificações e receitas comerciais, o britânico ultrapassa a marca de US$ 100 milhões anuais, mantendo-se entre os atletas mais bem remunerados do automobilismo.
Atualmente, o holandês não vive grande fase, devido ao equipamento da Red Bull, que reconhecidamente está atrás das rivais Mercedes, Ferrari e McLaren. Entretanto, o status alcançado por Max Verstappen o coloca entre os melhores da atualidade e da história. Prova de que seus feitos estão eternizados e possivelmente novos devem surgir nos próximos anos.
Verstappen pai teve que “pular” de equipe na temporada 1996
Revisitando os arquivos da Fórmula 1, um caso envolvendo salários e condições chamou atenção. Em 1996, o contrato milionário firmado entre Michael Schumacher e a Ferrari, avaliado em cerca de US$ 50 milhões por duas temporadas, reacendeu o debate sobre os valores na categoria.
No entanto, diferentemente do que acontecia em anos anteriores, quando os altos vencimentos das principais estrelas influenciavam diretamente o restante do grid, a discussão passou a envolver principalmente o futuro dos jovens pilotos da época que buscavam uma vaga na categoria.
O tema ganhou força dentro das equipes e chegou às reuniões da Associação de Construtores da Fórmula 1 (FOCA). Na ocasião, Flavio Briatore, então dirigente da Benetton e sócio da Ligier, defendeu a criação de um sistema semelhante à “lei do passe” para pilotos, com o objetivo de regulamentar contratos de longo prazo entre equipes e talentos em desenvolvimento.
Essa política foi aplicada justamente com Jos Verstappen. O piloto holandês, por incrível que pareça, alternava passagens entre a Benetton e equipes menores para seguir competindo enquanto permanecia vinculado contratualmente ao time.
Essa é uma situação que envidenciava o status de Jos Verstappen na Fórmula 1, que nunca conseguiu uma vitória sequer na Fórmula 1 e acaba passando por esse tipo de situação, algo impensável nos dias de hoje e que certamente não seria o caso de Max, se estivesse correndo com esse tipo de regulamentação.
Como curiosidade, outros talentos da época viveram situação semelhante, como Jean-Christophe Boullion, ligado à Williams, Jan Magnussen, da McLaren, e Norberto Fontana, da Sauber, todos atuando como pilotos de testes enquanto aguardavam uma oportunidade nas corridas.