Milhões de brasileiros chegam à aposentadoria recebendo apenas um salário mínimo da Previdência Social e uma das razões para isso está na forma como as contribuições são realizadas ao longo da vida profissional. Com as mudanças trazidas pela Reforma da Previdência, entender as regras do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tornou-se fundamental para quem deseja garantir uma renda maior no futuro e evitar surpresas no momento de solicitar o benefício.
Desde 2019, o cálculo da aposentadoria passou a considerar a média de todos os salários de contribuição registrados a partir de julho de 1994. Na prática, isso significa que todo o histórico de recolhimentos influencia diretamente o valor final pago pelo INSS. Além da média salarial, fatores como idade mínima, tempo de contribuição e as regras de transição em vigor também interferem no resultado.

Entre os erros mais comuns está a opção por modalidades de contribuição simplificada. É o caso dos microempreendedores individuais (MEIs), dos segurados facultativos de baixa renda e de alguns contribuintes individuais que recolhem com alíquotas reduzidas. Embora essas categorias garantam acesso a benefícios como auxílio por incapacidade temporária, salário-maternidade e aposentadoria, em muitos casos elas limitam o valor do benefício ao piso previdenciário.
Aposentados precisam conhecer as regras do INSS
Por outro lado, quem contribui sobre uma alíquota maior, calculada com base na renda efetivamente recebida, tem mais chances de formar uma média salarial elevada e conquistar uma aposentadoria superior. A diferença pode representar um ganho significativo ao longo dos anos, especialmente diante do aumento da expectativa de vida dos brasileiros e do período cada vez maior em que os benefícios costumam ser pagos.
Para evitar problemas, especialistas recomendam acompanhar regularmente o histórico previdenciário. Pelo portal e aplicativo Meu INSS, o trabalhador pode consultar o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), verificar possíveis falhas nos registros e utilizar a ferramenta de simulação da aposentadoria. Essas informações ajudam a identificar inconsistências e permitem avaliar se o modelo de contribuição adotado hoje está alinhado aos objetivos financeiros para o futuro.
