A Federação Automobilística da Ucrânia (FAU) apresentou um recurso oficial à FIA contra a decisão de suspender as restrições impostas a pilotos, equipes e dirigentes da Rússia e de Belarus em competições internacionais. As medidas haviam sido adotadas em março de 2022, após o início da invasão russa à Ucrânia.
A FIA anunciou recentemente que russos e bielorrussos poderiam voltar a participar de provas internacionais e regionais sem as restrições anteriores. A mudança também permite novamente o uso de bandeiras e símbolos nacionais, além da execução dos hinos dos dois países.
A exigência de assinatura de um compromisso de neutralidade também deixou de ser aplicada. A proibição de competições internacionais nos territórios da Rússia e de Belarus, entretanto, continua válida.
FIA LIBERA RUSSOS NO AUTOMOBILISMO! 🏁
— sportv (@sportv) August 13, 2026
A Federação Internacional de Automobilismo suspendeu as restrições impostas a pilotos, equipes e dirigentes da Rússia e de Belarus. Agora, competidores dos dois países podem voltar a participar de eventos da FIA sem bandeira neutra ou… pic.twitter.com/RLWWKgsZHh
O que diz a federação no recurso apresentado?
A FAU afirmou ter “discordância categórica” com a decisão e pediu ao presidente da FIA e aos integrantes do Conselho Mundial de Automobilismo que revisem e cancelem a medida aprovada em 3 de agosto de 2026.
No recurso, a entidade argumentou que o conflito entre Rússia e Ucrânia continua e que a retomada dos símbolos nacionais dos dois países representa, segundo sua avaliação, riscos éticos e de segurança.
A federação ucraniana também acusou Rússia e Belarus de utilizarem o esporte como ferramenta de propaganda estatal. Segundo a entidade, mais de 650 atletas e treinadores ucranianos, incluindo pessoas ligadas ao automobilismo, morreram durante a guerra.
A FAU informou ainda que comunicou o caso ao Ministério da Juventude e do Esporte da Ucrânia e aguarda uma manifestação oficial sobre o assunto.
A FIA, por sua vez, afirmou que continua acompanhando a situação na Ucrânia e que poderá adotar novas medidas no futuro, inclusive para cumprir eventuais sanções internacionais.
A questão também ocorre em um contexto mais amplo envolvendo entidades esportivas internacionais e a participação de atletas russos e bielorrussos após a invasão da Ucrânia.