A Ferrari decidiu fazer uma estreia em plenos mês de julho na Fórmula 1. A equipe italiana apresentou uma nova versão de alta carga aerodinâmica da sua polêmica asa traseira “Macarena” antes do Grande Prêmio da Hungria.
A atualização chega após Lewis Hamilton afirmar, no início da temporada, que a equipe italiana perdeu uma oportunidade ao não utilizar uma configuração semelhante no GP de Mônaco.
A asa traseira móvel da Ferrari, que chamou atenção desde os testes de pré-temporada em fevereiro, se tornou uma das principais novidades técnicas da Fórmula 1 em 2026.
O componente passou a ser utilizado de forma definitiva no SF-26 a partir do GP de Miami, em maio, e também inspirou soluções semelhantes desenvolvidas por equipes como Red Bull e McLaren.
O circuito de Hungaroring, conhecido pelo traçado travado e de baixa velocidade, exige altos níveis de pressão aerodinâmica, tornando-se um cenário ideal para a Ferrari testar uma configuração mais agressiva do equipamento.
A Ferrari espera que o novo pacote proporcione ganhos de desempenho em Budapeste e ajude a equipe a se aproximar das principais forças do grid. A atualização também reforça a busca da escuderia por soluções aerodinâmicas capazes de maximizar o potencial do SF-26 na temporada de 2026.
Quatro zonas de ativação confirmadas pela FIA para o GP da Hungria
A FIA confirmou que o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1 contará com quatro zonas de ativação da aerodinâmica ativa neste fim de semana, no circuito de Hungaroring, em Budapeste. A etapa será a 11ª da temporada de 2026 e marcará a última corrida antes da tradicional pausa de verão da categoria.
A definição acontece uma semana após o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, onde as novas regras aerodinâmicas da F1 voltaram a gerar debates entre pilotos e equipes. Uma das principais mudanças do regulamento de 2026 foi a introdução da aerodinâmica ativa, sistema que substituiu parcialmente o antigo DRS.
A tecnologia permite que os pilotos ajustem as asas dianteira e traseira nas retas, reduzindo o arrasto e aumentando a velocidade máxima dos carros. A FIA vem realizando ajustes nas zonas de utilização do sistema conforme as características de cada circuito.
No Hungaroring, as duas primeiras áreas de ativação estarão localizadas nos mesmos pontos tradicionais do período do DRS: a reta principal de largada e chegada e o trecho entre as curvas 1 e 2. Além disso, outras duas zonas foram definidas no novo sistema.
O mapa atualizado do circuito indica que a aerodinâmica ativa também poderá ser utilizada na subida para a curva 4, uma rápida curva à esquerda, e no pequeno trecho entre as curvas 11 e 12, próximo à parte final da volta.
A decisão da FIA busca equilibrar o uso da tecnologia em uma pista conhecida por poucas oportunidades de ultrapassagem. Com um traçado travado e de baixa velocidade, o funcionamento eficiente da aerodinâmica ativa pode ser um fator decisivo durante a corrida em Budapeste.