Flamengo e Corinthians são dois dos maiores clubes do futebol mundial. Mas, atualmente a situação financeira desses dois gigantes é completamente distinta e notícias recentes ajudam a ilustrar esse cenário. Enquanto o mengão teve a confirmação de um ótimo valor da Europa, a dívida do Timão não para de crescer.
A transferência de João Gomes para o Aston Villa, confirmada na última semana, também trouxe motivos para comemoração ao Flamengo. Revelado nas categorias de base do clube carioca, o volante foi negociado pelo Wolverhampton em uma operação de 38 milhões de libras (cerca de R$ 261 milhões), e o Rubro-Negro terá direito a uma parte significativa do valor da transação.
Ao todo, o Flamengo deve receber aproximadamente R$ 35,2 milhões. Desse montante, cerca de R$ 26,1 milhões são referentes à cláusula de mais-valia, que garante ao clube 10% sobre uma futura venda do jogador. Outros R$ 9,1 milhões virão por meio do mecanismo de solidariedade da Fifa, já que João Gomes foi formado na Gávea e atuou pelo clube entre 2009 e 2022.
Antes de acertar com o Aston Villa, o volante esteve muito próximo de reforçar o Atlético de Madrid. O Wolverhampton chegou a encaminhar uma negociação de aproximadamente 45 milhões de euros.
Entretanto, divergências envolvendo o empresário Jorge Mendes impediram o acordo. Com isso, equipes como Manchester United e Liverpool monitoraram a situação, até que o Aston Villa fechou a contratação.
João Gomes estreou pelo time principal do Flamengo em novembro de 2020, em uma partida contra o São Paulo pelo Campeonato Brasileiro. Rapidamente conquistou espaço no elenco graças à intensidade na marcação e ao desempenho no meio-campo.
Antes de seguir para o futebol inglês, disputou 122 partidas com a camisa rubro-negra, marcou quatro gols e distribuiu quatro assistências, consolidando-se como um dos principais jogadores revelados pelo clube nos últimos anos.
Flamengo tem direito a 14% da venda de João Gomes ao Aston Villa.
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) July 16, 2026
Como o negócio foi fechado por 40 milhões de euros (R$ 234 milhões) fixos, o Rubro-Negro receberá € 5,6 milhões (R$ 33 milhões). O valor pode aumentar caso o volante bata metas.
O Fla já embolsou outros € 18,7… pic.twitter.com/xpYjr26Z4m
Corinthians acumula mais um transfer ban e situação no cofre é preocupante
O Corinthians voltou a ser punido pela Fifa e recebeu mais um transfer ban, ficando novamente impedido de registrar novos jogadores. A sanção foi aplicada devido a uma dívida de 1,1 milhão de euros (cerca de R$ 6,3 milhões) com o Midtjylland, da Dinamarca, referente à contratação do volante Charles.
Esta foi a quarta punição imposta pela entidade ao clube paulista. A restrição acontece justamente no momento em que o Corinthians negocia o retorno do atacante Wesley, atualmente no Al-Nassr. Para oficializar qualquer reforço nesta janela de transferências, a diretoria precisará quitar ou resolver as pendências que originaram os bloqueios.
🚨 AGORA! Corinthians sofre nova punição da FIFA e chega ao 4º transfer ban em 2026.
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) July 21, 2026
Enquanto as punições estiverem em vigor, o Timão fica impedido de registrar novos jogadores.
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Além da cobrança envolvendo Charles, o Timão também responde por atrasos em pagamentos ao Philadelphia Union, pela contratação do volante José Martínez, e ao New York City, relacionados ao empréstimo do atacante Talles Magno. Essas dívidas já haviam resultado em outras sanções da Fifa.
A situação financeira do Corinthians segue delicada. Segundo o balanço referente a 2025, o clube encerrou o ano com déficit de R$ 143,4 milhões e uma dívida bruta de R$ 2,723 bilhões.
Desse total, cerca de R$ 2 bilhões correspondem a obrigações do próprio clube, enquanto aproximadamente R$ 642 milhões são referentes ao financiamento da Neo Química Arena junto à Caixa Econômica Federal.
Com esse cenário, o Corinthians permanece como o clube mais endividado do futebol brasileiro. Na sequência do ranking aparecem o Atlético-MG, com uma dívida de aproximadamente R$ 2,66 bilhões, e o São Paulo, com cerca de R$ 2,45 bilhões.