Um dos grandes temas da humanidade nos últimos tempos, virou assunto na Fórmula 1 e passou a ser defendido pelo brasileiro Gabriel Bortoleto: estamos falando do uso da Inteligência Artificial.
Bortoleto se posicionou a favor do avanço da inteligência artificial (IA) na Fórmula 1 e rejeitou as críticas de que a tecnologia esteja assumindo responsabilidades excessivas nos carros da temporada 2026. Para o piloto da Audi, utilizar todos os recursos tecnológicos disponíveis faz parte da evolução natural da principal categoria do automobilismo.
As novas regras da F1 aumentaram a importância do gerenciamento de energia, fazendo com que pilotos e equipes dependam cada vez mais de softwares para otimizar o desempenho durante as corridas.
Apesar das reclamações de alguns competidores sobre o nível de influência dos sistemas, Bortoleto entende que a categoria precisa acompanhar o desenvolvimento tecnológico.
“Estamos na Fórmula 1. Estamos desenvolvendo a tecnologia do futuro. Se não usarmos todas as ferramentas disponíveis no mundo a nosso favor, então não sei do que trata a Fórmula 1”, afirmou o brasileiro ao comentar a utilização da inteligência artificial nos carros atuais.
Bortoleto também destacou a capacidade dos softwares de analisar o consumo de energia durante uma volta e ajustar automaticamente as estratégias para os giros seguintes.
Contradição apontada pelo brasileiro sobre o assunto
O piloto da Audi ainda apontou uma contradição nas críticas à automação. Segundo ele, durante anos os pilotos reclamaram da quantidade de tarefas que precisavam realizar ao mesmo tempo e, agora, passaram a questionar quando parte dessas funções é assumida pelos sistemas.
Bortoleto afirmou estar satisfeito com a evolução e considera a adaptação às novas tecnologias parte do desafio da Fórmula 1.
A opinião do brasileiro contrasta com a de outros nomes do grid. Max Verstappen já comparou as disputas envolvendo gerenciamento de energia a um jogo de “Mario Kart”, enquanto Oscar Piastri criticou a possibilidade de determinados resultados serem influenciados pelo comportamento dos computadores.
Mesmo assim, Bortoleto acredita que a tecnologia continuará desempenhando um papel importante na categoria, especialmente diante das novas mudanças previstas para os próximos anos, que deverão alterar novamente o equilíbrio entre os componentes elétricos e de combustão das unidades de potência.