Não é de hoje que acompanhamos no noticiário a disputa de determinados valores na justiça, seja por pessoas anonimas ou até mesmo por aqueles que figuram em jornais e revistas. Falando sobre esse tema, um valor recentemente ganho pelo ex-goleiro Bruno, virou tema importante nos tribunais.
Uma decisão recente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) suspendeu o repasse de uma indenização recebida pelo ex-goleiro Bruno Fernandes para o pagamento da dívida de pensão alimentícia de Bruninho Samudio, filho que teve com Eliza Samudio.
Bruno, que atualmente está preso em regime fechado após descumprir condições impostas pela Justiça, recebeu o direito a uma indenização de R$ 105 mil da Editora Record. O valor foi obtido após o ex-jogador vencer uma ação judicial por uso não autorizado de sua imagem, depois que uma fotografia sua foi utilizada na capa de um livro.
Antes do pagamento da indenização, Bruno firmou uma escritura pública para ceder o crédito à empresa PBL Compras de Créditos Judiciais. Com o acordo, o ex-goleiro recebeu antecipadamente um valor da companhia, enquanto a empresa passou a ter o direito de receber os R$ 105 mil referentes à indenização.
Apesar da cessão do crédito, Bruno permaneceu como parte envolvida no processo. Por esse motivo, uma decisão judicial tomada em 2025 havia determinado que o dinheiro fosse direcionado para o pagamento da dívida de pensão alimentícia do ex-atleta com Bruninho, considerada uma obrigação prioritária.
Mudança com o destino do dinheiro foi determinada por desembargador
No entanto, o desembargador Luiz Eduardo Cavalcanti decidiu suspender o repasse após analisar o recurso apresentado no processo. O magistrado entendeu que destinar imediatamente o valor para a quitação da pensão poderia provocar prejuízos irreparáveis à empresa de crédito, que havia firmado contrato com Bruno antes de qualquer determinação judicial.
Com a nova decisão, o pagamento permanece suspenso até que a Câmara Cível responsável pelo caso julgue definitivamente o recurso sobre a cessão do crédito. Até lá, o destino dos R$ 105 mil continuará sendo discutido judicialmente.
Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo, foi condenado pela Justiça pelo assassinato de Eliza Samudio. A vítima desapareceu em 2010 e, segundo as investigações e o processo que resultou na condenação, foi sequestrada e morta. O corpo de Eliza nunca foi encontrado.
Em 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão por crimes relacionados ao homicídio, sequestro e ocultação de cadáver. Posteriormente, a pena foi reduzida para 20 anos e nove meses.
Bruninho tinha apenas quatro meses quando sua mãe desapareceu e, anos depois, seguiu carreira no futebol, atuando como goleiro, assim como Eliza havia feito no futsal durante a adolescência.