O Governo Federal apresentou uma nova iniciativa voltada à população idosa que depende de cuidados contínuos de saúde. Batizado de Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), o projeto pretende ampliar o acompanhamento de pacientes em suas próprias residências. A medida foi lançada no Rio de Janeiro e prevê investimentos próximos de R$ 500 milhões.
A proposta busca atender principalmente idosos com limitações funcionais e dificuldades de locomoção. Com o reforço das equipes de atenção básica, o governo espera levar assistência especializada a milhões de brasileiros. A expectativa é que mais de 3 milhões de pessoas possam ser beneficiadas pela nova estratégia.
Reforço das equipes de atendimento
O programa inaugura uma política nacional de cofinanciamento voltada exclusivamente para a expansão das Equipes Multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde. Essas estruturas contam com profissionais de diferentes especialidades para oferecer acompanhamento mais completo aos pacientes. O foco está na prevenção, monitoramento e suporte contínuo.
Os municípios interessados podem solicitar a criação de novas equipes ou ampliar as que já estão em funcionamento. Entre os profissionais previstos estão médicos, psicólogos, nutricionistas e especialistas em geriatria. A intenção é adaptar o atendimento às necessidades específicas do envelhecimento da população.
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, mais de 2,7 mil cidades já demonstraram interesse em aderir à iniciativa. Somadas, as solicitações envolvem milhares de equipes em fase de implantação ou expansão. Isso indica uma ampla mobilização das administrações locais para fortalecer os serviços oferecidos pelo SUS.
Investimentos e foco no envelhecimento da população
Para viabilizar a expansão, o governo prevê repasses mensais que podem alcançar valores expressivos para cada equipe participante. Além do custeio regular, haverá recursos destinados à estruturação inicial dos serviços. O objetivo é garantir condições para que os atendimentos ocorram de forma contínua.
A criação do programa acompanha uma transformação demográfica observada no Brasil. O aumento da expectativa de vida e o crescimento do número de idosos elevam a demanda por cuidados permanentes. Como grande parte dessa população utiliza exclusivamente o Sistema Único de Saúde, a atenção domiciliar passa a ser considerada uma ferramenta estratégica para ampliar o acesso ao atendimento.