A transição do Registro Geral (RG) para a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) segue avançando em todo o país e já alcança milhões de cidadãos. O novo documento adota o CPF como número único de identificação e integra diferentes bases de dados, com o objetivo de padronizar registros civis no Brasil.
Mesmo com a implementação em andamento, o governo federal estabeleceu um período de adaptação. Isso significa que o RG tradicional ainda permanece válido por vários anos, permitindo que a troca ocorra de forma gradual e sem necessidade de substituição imediata para todos os brasileiros.
Prazo de validade do RG antigo vai até 2032
A previsão oficial indica que o antigo RG poderá ser utilizado até 28 de fevereiro de 2032. A partir do dia seguinte, a CIN passará a ser o único documento aceito como identificação civil no território nacional. Até lá, os dois modelos coexistem em circulação.
A mudança faz parte de uma estratégia de modernização dos sistemas de identificação. Segundo dados oficiais, mais de 55 milhões de Carteiras de Identidade Nacional já foram emitidas. O processo também busca reduzir fraudes e facilitar o acesso a serviços públicos e benefícios sociais.

Nova identidade reúne dados e amplia integração
A Carteira de Identidade Nacional permite reunir diferentes informações em um único documento. Entre os dados que podem ser incorporados estão registros da CNH, carteira de trabalho e número de programas sociais. A versão digital também amplia o acesso a esses dados de forma integrada.
A validade da CIN varia conforme a faixa etária do titular. Para crianças, o prazo é de cinco anos, enquanto adultos entre 12 e 60 anos têm validade de dez anos. Já para idosos acima dessa faixa, o documento não exige renovação periódica, salvo situações específicas.
O cronograma também prevê a ampliação do uso de biometria associada ao documento entre 2027 e 2028. Beneficiários do INSS e de programas sociais que ainda não possuem registro biométrico em bases oficiais devem estar entre os primeiros grupos impactados pelas novas exigências de identificação.