A maior obra de mobilidade urbana em implantação na América Latina começa a entrar em operação. Com investimento de R$ 19 bilhões, a Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo terá sua primeira etapa inaugurada, colocando em funcionamento seis estações entre João Paulo I e Perdizes. Quando totalmente concluído, o projeto reduzirá o tempo de viagem entre Brasilândia e São Joaquim de cerca de 1h30 para apenas 23 minutos.
Além disso, a capacidade será para transportar aproximadamente 633 mil passageiros por dia. Nesta fase inicial, a operação será assistida e gratuita, funcionando de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h. Os passageiros poderão utilizar as estações João Paulo I, Brasilândia, Itaberaba-Hospital Vila Penteado, Freguesia do Ó, Santa Marina e Perdizes. Haverá um trem em cada via, com intervalo aproximado de 13 minutos.
As obras da Linha 6-Laranja geraram cerca de 11 mil empregos diretos e passaram por um período de paralisação entre 2016 e 2020, quando foram retomadas por uma nova concessionária. A escavação dos túneis foi concluída em 2025 com o auxílio de duas tuneladoras, conhecidas como “tatuzões”. Uma delas, batizada de Maria Leopoldina, percorreu cerca de 8,9 quilômetros até alcançar a Estação São Joaquim e chegou a estabelecer um recorde ao avançar 41,3 metros em apenas 24 horas.
Obra no metrô de SP é a maior da América Latina
Quando estiver totalmente pronta, a Linha 6-Laranja contará com 15 estações distribuídas ao longo de 15,3 quilômetros e uma frota de 22 trens. Cada composição poderá transportar até 2.044 passageiros e vai circular a uma velocidade operacional de até 80 km/h. O projeto também reunirá algumas das estações mais profundas do metrô paulistano.
No primeiro trecho, Água Branca será a mais profunda, com 47,8 metros. Já a futura Estação Itaberaba-Hospital Vila Penteado alcançará 65 metros de profundidade, tornando-se a mais profunda da rede. Considerada uma das principais obras de infraestrutura da América Latina, a Linha 6-Laranja promete transformar a mobilidade na capital paulista, reduzindo congestionamentos, diminuindo a emissão de poluentes e oferecendo uma alternativa mais rápida e eficiente para centenas de milhares de passageiros.
