Max Verstappen afirmou que a Red Bull precisa encarar com naturalidade a saída de profissionais importantes e concentrar esforços na descoberta de novos talentos para manter a competitividade na Fórmula 1.
O tetracampeão mundial ressaltou que, apesar das mudanças na estrutura da equipe desde o fim de 2024, o foco segue voltado para o desenvolvimento do RB22 e para a evolução do desempenho ao longo da temporada.
O piloto explicou que a equipe mantém a mesma filosofia de trabalho, independentemente dos resultados obtidos nas corridas. Segundo Verstappen, o grupo analisa os problemas do carro, trabalha nas soluções durante a semana e chega preparado para cada etapa do campeonato.
Para o holandês, o nível de competitividade pode variar de uma temporada para outra, mas a dedicação da equipe permanece a mesma. Nos últimos anos, a Red Bull perdeu nomes de peso, como Adrian Newey, Jonathan Wheatley e Will Courtenay.
Além deles, o engenheiro-chefe Paul Monaghan deve seguir para a Cadillac, enquanto integrantes da equipe de Verstappen, como Michael Manning e Matt Caller, também deixaram a escuderia. Gianpiero Lambiase, atual engenheiro de corrida do piloto, já tem acerto para integrar a McLaren a partir de 2028.
Mesmo diante dessas baixas, Verstappen acredita que mudanças fazem parte da dinâmica da Fórmula 1. O holandês destacou que é natural desejar a permanência de profissionais importantes, mas reforçou que o caminho é seguir em frente e investir na formação de novos talentos para manter a equipe forte no futuro.
As declarações do piloto acontecem poucos dias após o Grande Prêmio da Inglaterra, quando abandonou a prova devido a um problema na asa traseira rotativa do RB22.
Na ocasião, Verstappen classificou a falha como “extremamente perigosa”, já que ocupava a terceira colocação antes de deixar a corrida, aumentando a pressão para que a Red Bull encontre soluções rápidas para o restante da temporada.
Onde o piloto vai correr em um futuro próximo?
Ainda sobre o holandês, Max Verstappen tem grandes chances de permanecer na Red Bull em 2027, segundo análise do jornalista Ted Kravitz, da Sky Sports. Para o comentarista britânico, o tetracampeão mundial não possui muitas alternativas atrativas no mercado antes da entrada em vigor do novo ciclo técnico da Fórmula 1.
Na avaliação de Kravitz, a McLaren seria a principal opção para Verstappen caso ele decidisse deixar a Red Bull. No entanto, a equipe britânica está satisfeita com sua atual dupla de pilotos, formada por Lando Norris e Oscar Piastri, o que reduz significativamente as chances de uma negociação.
O jornalista destacou o bom momento vivido por Norris, considerado por muitos um dos pilotos mais rápidos do grid atualmente. Além disso, Piastri segue valorizado dentro da equipe e mantém uma relação positiva com a McLaren, criando um ambiente estável e sem perspectivas de mudanças para os próximos anos.
Outra equipe frequentemente ligada ao nome de Verstappen é a Mercedes. Porém, Kravitz acredita que a escuderia alemã também não representa uma alternativa concreta neste momento.
Segundo ele, a equipe comandada por Toto Wolff confia no potencial de Kimi Antonelli e vê George Russell como um parceiro adequado para o jovem piloto, o que diminui o interesse em buscar uma contratação de impacto.
Diante desse cenário, o jornalista conclui que a permanência de Verstappen na Red Bull é o desfecho mais provável. Com poucas vagas disponíveis nas equipes de ponta e sem negociações avançadas nos bastidores, o holandês tende a continuar liderando o projeto da equipe austríaca nos próximos anos.
O próprio Verstappen tem evitado alimentar especulações sobre seu futuro. Antes do Grande Prêmio da Bélgica, o piloto afirmou que só comentará o assunto quando houver algo concreto a ser anunciado.
Em situação semelhante na temporada passada, ele confirmou durante o GP da Hungria que permaneceria na Red Bull para 2026, reforçando sua postura discreta em relação às negociações de mercado.